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Mesa técnica do TCE-MT resolve conflito entre Prefeitura de Cuiabá e empresas do transporte coletivo

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) solucionou o conflito entre a Prefeitura de Cuiabá e a Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (AMTU), evitando uma disputa judicial e um eventual prejuízo aos serviços oferecidos à população. Em consenso construído a partir da mesa técnica, o município concordou com a remuneração de capital de 12% ao ano e as empresas se comprometeram em desistir de ação judicial. O acordo leva em consideração os contratos emergenciais, vigentes durante a pandemia e não impacta no valor da tarifa paga pelo usuário. 

Por meio da mesa técnica, que atendeu a pedido da AMTU, o TCE-MT elaborou estudo técnico sobre reequilíbrio econômico e financeiro, analisando os acordos firmados pelas partes entre maio de 2020 a julho de 2021. O resultado foi apresentado nesta quarta-feira (5).  

O trabalho foi conduzido pela Comissão Permanente de Normas e Jurisprudência (CPNJur) do TCE-MT, que considerou as perdas de faturamento ocasionadas pela pandemia de Covid-19, quando foi necessária a adoção de medidas de isolamento social e de restrição de circulação de pessoas.

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Na ocasião, o presidente da Comissão, conselheiro Valter Albano, destacou a importância do tema para a população cuiabana. “Buscamos o consenso a partir de muito estudo técnico e de muitas discussões. Ao final, por unanimidade, aprovamos o resultado da primeira mesa técnica que ingressou formalmente aqui no Tribunal e que agora foi concluída com sucesso.”  

Ao endossar a efetividade da ação, que traz mais eficiência à gestão pública, o secretário de Fazenda de Cuiabá, Luiz Antônio Possas, destacou o papel da mesa técnica na resolução do conflito.  “O TCE-MT está de parabéns por esta iniciativa, que vai evitar uma demanda judicial. A proposta é resolutiva para ambos os lados e faz com o estado saia na frente com mais uma ação efetiva.” 

Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

No mesmo sentido se pronunciou o presidente da AMTU, Ricardo Caixeta. “Havia divergência entre o posicionamento das empresas e da prefeitura. Então, essa atitude do Tribunal de não deixar que a situação chegue a um julgamento posterior ajuda a resolver o problema antecipadamente, porque traz segurança jurídica para todos os envolvidos e mostra que houve transparência em todo o processo.” 

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Também participaram do encontro o Procurador-Geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Carvalho de Alencar, o consultor-jurídico-geral, Grhegory Maia, a procuradora-geral do município de Cuiabá, Juliette Caldas Migueis, e o secretário adjunto de Mobilidade Urbana de Cuiabá, Ewerton Souza Silva. 

Instauradas na gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, as mesas técnicas buscam, por meio de procedimentos destinados ao consensualismo, a resolução de questões complexas, garantindo segurança técnica e jurídica.  

Ao longo do ano o Tribunal já admitiu mesas relacionadas a continuidade da obra do Sistema Ferroviário Rondonópolis-Cuiabá-Lucas do Rio Verde em consonância com exigências socioambientais; à utilização do Sistema de Registro de Preços (SRP) para obras e serviços de engenharia e às soluções para a manutenção e continuidade dos contratos firmados para a pavimentação da rodovia BR-174.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT

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Justiça

Presidente do TCE-MT lança cartilha sobre Gestão em Ano de Eleição

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As principais condutas vedadas aos agentes públicos em ano eleitoral foram abordadas no Segundo Seminário de Formação de Gestores municipais, nesta terça-feira (5). Fruto de parceria entre o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), o evento reuniu mais de 300 participantes.

Na ocasião, o conselheiro-presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, lançou a cartilha “Gestão em Ano de Eleição”. Elaborado pelo Tribunal de Contas, o material se fundamenta na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei Eleitoral, apresentando tópicos voltados às práticas recomendadas para uma gestão eficiente e aos riscos legais no período, dentre outros. Clique aqui para acessar a cartilha.

Foi o que explicou o presidente, ao destacar que o cumprimento das normas será acompanhado pelo órgão. “É um ano atípico para o gestor municipal. Então, todos têm que se preocupar sobre como manusear o recurso público para não cometer crime eleitoral.”

O presidente da AMM, Leonardo Bortolin, reforçou que esta é uma oportunidade para melhorar as práticas nas prefeituras. “Há muitas incertezas sobre o que pode ou não ser feito, principalmente com relação à publicidade e ao lançamento de obras. São dúvidas que podem prejudicar as candidaturas e comprometer o equilíbrio fiscal.”

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Realizado nos formatos presencial e online, o Seminário também conta com parceria da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT). A programação será concluída nesta quarta-feira (6), quando serão abordados os temas Registro de Candidatura e Inelegibilidades e Contas de Campanha.

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT
Ilustração
Secretário do Gabinete de Inovação e Transformação Digital do TCE-MT, Nilson Bezerra.

Vedações

Em palestra sobre as condutas vedadas no período eleitoral, o advogado e secretário do Gabinete de Inovação e Transformação Digital do TCE-MT, Nilson Bezerra, citou as penalidades impostas aos gestores que não observarem as restrições estabelecidas pela Lei Eleitoral (9.504/1997) e pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Entre elas, está a nomeação, contratação, admissão, remoção, exoneração e transferência de servidor público nos três meses que antecedem o pleito. “A legislação prevê vários tipos de sanção, como multa, reprovação de contas e até mesmo a inelegibilidade do gestor”, explicou Nilson.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação/TCE-MT

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