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“Se o planeta não pode vender vacinas para o Brasil, o Brasil pode vender vacinas para o planeta”, diz ministro Marcos Pontes

Redação
Redação jan 13

Primeira aplicação

O primeiro a receber a dose da vacina brasileira foi o técnico de segurança patrimonial Wenderson Nascimento Souza, de 34 anos de idade. A vacinação foi realizada em evento em Salvador (BA), na sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/Cimatec), que conduz a pesquisa. A aplicação do imunizante foi feita pelo secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (Sepef/MCTI), Marcelo Morales.

Presente na cerimônia, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, disse que o 13 de janeiro de 2022 é um “dia histórico” tanto para a ciência no Brasil como para os brasileiros. “Neste ano do bicentenário da independência do Brasil, damos partida na independência do Brasil na produção de vacinas. Estamos em um ponto de inflexão na história do Brasil”, disse, ao destacar o papel de resgate que a ciência teve em vários momentos difíceis da humanidade.

Pontes lembrou que existem três tipos de vacinas, as importadas, as licenciadas e as nacionais, aquelas feitas por cientistas brasileiros. “É importante para o país ter soberania, autossuficiência e independência na produção de itens tão importantes para a vida dos brasileiros”, disse.

“Daqui para a frente, a gente pode dizer, de forma reduzida, que se o planeta não pode vender vacinas para o Brasil, o Brasil pode vender vacinas para o planeta”, acrescentou.

Marcos Pontes reconheceu o papel do senador Wellington Fagundes (PL-MT) e do Congresso Nacional no desenvolvimento da vacina contra a covid-19 com tecnologia 100% brasileira.

“O papel do senador e de todo o Congresso foi fundamental para garantir os recursos, recompor o orçamento do Ministério e, dessa forma, possibilitar o desenvolvimento da vacina, disse o ministro.

“O ato que se realiza neste dia, seguramente, traz motivos de sobra para nos orgulhar. Em primeiro lugar, como Nação, porque o que estamos presenciando agora nos recoloca na trilha do protagonismo – a qual o Brasil sempre foi predestinado… protagonista de sua própria história, de sua grandeza territorial e humana” disse o senador mato-grossense.

PROTAGONISMO

O senador, que foi relator da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado, a vacina 100% nacional é o caminho para o país se transformar em um grande colaborador mundial para o combate da covid-19.

Os testes clínicos lançados hoje foram autorizados pela Vigilância Sanitária e se tornam ainda mais importantes no momento em que o Brasil e o mundo enfrentam uma nova variante do coronavírus – a ômicron – com grande capacidade de transmissão, o que pode levar a um novo colapso do sistema público de saúde.

“Desenvolver uma vacina com tecnologia nacional é estratégico e fundamental para a saúde pública”, avalia o senador. “Por isso, desde o início, insistimos em viabilizar recursos para os estudos que estão sendo feitos no país”, disse.

PARCERIA

O ministro Pontes ressaltou que a vacina está sendo desenvolvida por cientistas brasileiros em parceria com cientistas americanos e se trata de um imunizante importante para o desenvolvimento desse tipo de tecnologia, não só para a pandemia de Covid-19, mas também para outras pandemias. “É importante o Brasil dominar essas tecnologias”, afirmou Pontes. 

A tecnologia possibilitará também novos estudos para produção de vacinas para enfrentamento de doenças como zika, febre amarela e câncer.

Participam desta fase 90 voluntários, com idades entre 18 e 55 anos.

O imunizante integra um plano de desenvolvimento global que está sendo realizado no Brasil, Estados Unidos e Índia, por meio da parceria entre as três instituições: SENAI CIMATEC, HDT Bio Corp e Gennova Biopharmaceuticals (Índia). O estudo de Fase I custará R$ 6 milhões.

Assessoria

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