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Losartana: conheça remédios que já tiveram lotes recolhidos no Brasil

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Segundo a Anvisa,
Reprodução – 23/06/22

Segundo a Anvisa, “a medida foi tomada devido a presença da impureza “azido”

A Anvisa determinou, nesta quinta-feira, a interdição e recolhimento de determinados lotes dos medicamentos com princípio ativo da Losartana , utilizados para tratar hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. A determinação não é algo novo, já que parte do papel da agência é monitorar os remédios que circulam no país e tomar, quando necessário, medidas para garantir a segurança e eficácia dos produtos. Em outras vezes, por exemplo, medicamentos famosos como amoxicilina, paracetamol e omeprazol já foram recolhidos, de forma obrigatória ou voluntária, por suspeita de contaminação em alguns lotes ou erros na fabricação – o que não afeta a integridade do produto disponível hoje nas farmácias.

A decisão desta semana, em relação à Losartana, foi realizada neste sentido, de prevenção. A agência informou que, desde setembro de 2021, quando anunciou o recolhimento voluntário, avaliava a possibilidade de contaminação de lotes do remédio. Agora, a medida obrigatória foi estabelecida “devido à presença da impureza ‘azido’ em concentração acima do limite de segurança aceitável”, comprovada após análises das próprias farmacêuticas. São impurezas que têm potencial mutagênico e, por isso, oferecem riscos.

A Anvisa ressalta, no entanto, que trata-se de um movimento para prevenir possíveis eventos adversos, que ainda não foram relatados, e que aqueles que fazem uso do medicamento não devem interromper o tratamento, “ainda que estejam usando um dos lotes afetados”. Isso porque a medida é de extrema cautela e não há risco imediato em relação ao uso.

Confira outros medicamentos que já foram alvo de recolhimentos:

Amoxicilina

Um dos produtos amplamente utilizados que já teve seu recolhimento decretado é a amoxicilina, um antibiótico. Em 2016, por exemplo, lotes do Hincomox, um dos remédios com amoxicilina, do laboratório Teuto, foram suspensos pela agência.

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“De acordo com laudos de análises fiscais emitidos pela Fundação Oswaldo Cruz, os dois lotes do medicamento Hincomox apresentaram resultados insatisfatórios nos ensaios de aspecto, por apresentar pó internamente, e falhas em obtenção de suspenção homogênea”, informou a Anvisa na época.

Em 2018, a amoxicilina era parte de uma série de medicamentos de 124 lotes suspensos pela Anvisa da Brainfarma. A lista contava ainda com remédios como dipirona, epocler e polaramine. O recolhimento foi solicitado pela própria empresa, que não informou publicamente os motivos.

Já em 2020, a agência recolheu um lote da amoxicilina distribuída pela farmacêutica Prati-Donaduzzi após serem encontradas partículas de vidro em unidades do produto. Todas as decisões foram em caráter preventivo.

Paracetamol

O paracetamol, um dos analgésicos mais utilizados no país, também já foi alvo de recolhimentos. Em 2017, por exemplo, um lote do medicamento fabricado pelo laboratório Prati-Donaduzzi teve sua distribuição e comercialização suspensas após ser reprovado no ensaio de aspecto, uma das etapas de avaliação do padrão de qualidade do produto. Na época, a própria empresa identificou o problema e realizou o recolhimento voluntário.

Omeprazol

Em 2017, a Anvisa suspendeu um lote do medicamento genérico Omeprazol, utilizado para tratar problemas gástricos, da Eurofarma. A agência identificou um erro nos rótulos do produto desse lote, indicando a presença de uma substância que não havia no remédio.

Um problema parecido levou à suspensão de lotes do pantoprazol, medicamento semelhante, em 2018. Na época, a Anvisa suspendeu lotes de diversos medicamentos da farmacêutica Sandoz. Segundo o laboratório, houve “um erro de identificação nas embalagens, que apresentam um carimbo de ‘Venda proibida ao comércio’, não sendo essa informação correta para vendas no varejo”.

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Nessa leva, além do pantoprazol, foram recolhidos lotes de amoxicilina e azitromicina (antibióticos) e outros medicamentos. O recolhimento, em ambos os casos, não foi por apresentar riscos à saúde dos consumidores, mas sim por erros de logística.

Vioxx

O Vioxx chegou a ser um dos antiinflamatórios mais vendidos no Brasil, porém foi retirado do mercado no mundo inteiro pelo laboratório Merck (MSD no Brasil), em 2014. Isso porque o uso contínuo da substância, chamada de Rofecoxib, foi associado em um estudo a um risco dobrado de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Ranitidina

Em 2020, a Anvisa alertou às farmacêuticas que as nitrosaminas, impurezas que, a longo prazo, podem aumentar o risco de câncer, não poderiam estar presentes em medicamentos. O anúncio levou a Medley e a Aché a recolherem 225 lotes do remédio Ranitidina, indicado para úlceras de estômago ou de duodeno. Isso porque testes dos laboratórios indicaram a possibilidade de contaminação dos lotes pela substância.

Accupril

Neste ano, a Pfizer anunciou o recolhimento voluntário e preventivo de cinco lotes do medicamento para hipertensão Accupril (quinapril) depois de encontrar níveis elevados de nitrosamina, o potencial agente causador de câncer que levou à suspensão da ranitidina em 2020.

O medicamento já foi comercializado no Brasil, mas, de acordo com a farmacêutica, não é mais. A Anvisa confirmou que não há registro válido para este medicamentos no país desde 2015.


Fonte: IG SAÚDE

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Covid-19: Brasil registra 22.167 casos e 206 mortes em 24 horas

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O Brasil registrou, em 24 horas, 22.167 casos de covid-19 e 206 mortes pela doença. Desde o início da pandemia, são 34,245 milhões de casos confirmados e 682.216 óbitos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o boletim, há 33,16 milhões de pessoas que contraíram a doença se recuperaram, o que representa um índice de cura de 96,8%. Há ainda 407.001 casos em acompanhamento.

O boletim não apresenta os dados de mortes atualizados do Mato Grosso do Sul.

Estados

O estado com maior número de casos e mortes é São Paulo, com 5,99 milhões e 173.839, respectivamente. Em relação ao número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais (3,86 milhões) e Paraná (2,72 milhões). Os menores índices estão no Acre (147.922), Roraima (174.184) e Amapá (177.892).

Em relação às mortes, São Paulo também lidera com 173.839, seguido por Rio de Janeiro (75.250) e Minas Gerais (63.365). Os menores índices estão no Acre (2.027), Amapá (2.157) e Roraima (2.167).

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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