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Resposta das Forças Armadas é ‘ação política’, diz Ciro Gomes

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Alvo de notícia-crime, Ciro reage a ministro da Defesa: 'Vem se notabilizando por tentativas de interferência no processo político'
Reprodução/G1 – 13/06/2022

Alvo de notícia-crime, Ciro reage a ministro da Defesa: ‘Vem se notabilizando por tentativas de interferência no processo político’

O pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, reagiu nesta sexta-feira à notícia-crime contra ele apresentada pelo Ministério da Defesa e pelas Forças Armadas à Procuradoria-Geral da República.

Em nota divulgada hoje, Ciro afirmou ter sido surpreendido com a reação das Forças Armadas e que a iniciativa da Defesa é uma “ação política”. Ele também criticou o ministro da pasta.

Em entrevista à rádio CBN na terça-feira, o pré-candidato do PDT afirmou que Bolsonaro destruiu as bases de comando e controle na Amazônia e que isso transformou a região em uma “holding de crime”.

Ciro também afirmou que o “narcotráfico é claramente protegido por autoridades brasileiras, inclusive as Forças Armadas” e que “não aconteceria se isso não fosse verdadeiro”.

“O que ele faz pela Amazônia? Ele destruiu as precaríssimas estruturas de comando e controle, desmontou o ICMBio, desmontou a Funai, desmontou o Ibama, destruiu a capacidade operacional das Forças Armadas, que não tem efetivo, verba, que não tem tecnologia para administrar uma imensa faixa de fronteira seca, toda uma malha de igarapés, rios, riachos, bacias, e isso acabou transformando o território nessa holding do crime”, disse na entrevista.

Dois dias depois, o Ministério da Defesa e as Forças Aramadas publicaram uma nota conjunta repudiando as declarações de Ciro Gomes e afirmaram que as “acusações levianas afetam gravemente a reputação e a dignidade” das instituições.

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O comunicado também destaca que foi apresentado uma notícia-crime ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para apurar supostos crimes de “incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade” e “propalar fatos, que sabe inverídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito das Forças Armadas ou a confiança que estas merecem do público”.

Nesta sexta-feira, Ciro afirmou que em “nenhum momento” disse que as Forças Armadas, “enquanto instituições de estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa”. Segundo o pedetista, a nota “explicita” o grau de politização do atual comando das Forças.

“A nota, que mais uma vez explicita o grau de politização do atual comando das Forças Armadas, tenta distorcer a crítica que fiz ao notório descontrole que impera, em áreas da Amazônia”, diz trecho da declaração de Ciro.

“Em nenhum momento, disse que as Forças Armadas, enquanto instituições de estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa. Afirmei – e reafirmo – que frente à desenvoltura com que um tipo de estado paralelo age na área, é impossível não imaginar que alguns membros das forças de segurança possam estar sendo coniventes por dolo ou omissão”, escreveu o pré-candidato do PDT.

Ciro Gomes alegou também que exerceu o seu “direito de liberdade de expressão, sem excesso ou qualquer discurso de ódio” e que respeita as Forças Armadas. “Inclusive, afirmei, na mesma entrevista, que os militares são elementos essenciais a um Projeto Nacional de Desenvolvimento, além de ressaltar a importância do fortalecimento das Forças Armadas em um possível governo que eu venha a presidir”, afirmou.

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Ciro finalizou o texto criticando o atual ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, e afirmando que o militar vem se “notabilizando por tentativas de interferência no processo político”. Ciro ainda fez uma referência indireta ao presidente Jair Bolsonaro ao mencionar que o general provavelmente atuou “obedecendo ordens de seu comandante supremo”. O chefe do Executivo já reforçou em diversas ocasiões ser o chefe das Forças Armadas.

“Não me surpreende, portanto, que a iniciativa desta ação política contra mim -e contra a minha candidatura- parta de um Ministro da Defesa que, possivelmente obedecendo ordens de seu comandante supremo, vem se notabilizando por tentativas de interferência no processo político. Como fez, recentemente, em relação ao Tribunal Superior Eleitoral. Vale lembrar que, há pouco tempo, este mesmo ministro disse autoritariamente ao TSE que vai indicar nomes de militares para fiscalizar as urnas”, escreveu Ciro Gomes.

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Câmara do Rio cassa mandato de Gabriel Monteiro

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O vereador Gabriel Monteiro (PL) teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A sessão foi realizada nesta quinta-feira (18) e durou seis horas e meia. O placar final foi de 48 votos favoráveis à cassação e 2 votos contrários. Era necessário um mínimo de 34 votos, do total de 50 parlamentares presentes. 

Monteiro foi julgado por quebra do decoro parlamentar, por três motivos: encenação com uma menor de idade em um shopping, agressão contra um morador de rua convidado para a encenação de um roubo na Lapa e relação sexual gravada em vídeo com uma menor de idade, que posteriormente teve as imagens vazadas na internet. 

Também houve, durante os trabalhos da Comissão de Ética, denúncias de assessores do vereador por importunação sexual e estupro, mas esses crimes, como não faziam parte da denúncia inicial, não foram inseridos no relatório final.

A defesa de Monteiro sustentou que a encenação com a adolescente no shopping foi consentida pela mãe da jovem, que a gravação com o morador de rua era um experimento social e que ele teria sido agressivo, e que o vereador não sabia que a menina com quem se relacionava era menor de idade.

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O advogado Sandro Figueredo também argumentou que Monteiro estava sendo vítima de uma conspiração da chamada máfia do reboque, empresa que teria sido denunciada por ele. 

A quase totalidade dos vereadores que ocuparam a tribuna criticou Monteiro, famoso em seu canal de YouTube por fiscalizações em hospitais, abrigos e escolas públicas, além de supostas ações contra criminosos, por ter sido contra os princípios que devem nortear a conduta parlamentar. 

Monteiro foi o último a falar. Ele disse que havia errado por não aprender com os colegas mais velhos e que era muito jovem. Monteiro disse que não havia cometido crimes nos fatos narrados e pediu para não ser jogado na cova dos leões. 

Paralelo ao processo de cassação, os supostos crimes de Monteiro correm na justiça criminal. O vereador deve concorrer a deputado federal, quando esses crimes migrarão, caso ele seja eleito, para instância superior, pelo foro especial por prerrogativa de função. Com isso, poderá levar ainda alguns anos até que ele perca o mandato, caso condenado.

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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