CUIABÁ

POLÍTICA NACIONAL

MEC: entenda o caso de corrupção e saiba quem são os personagens

Publicado em

source
Ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso na última quarta-feira (22) pela PF
Foto: Isac Nóbrega/PR

Ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi preso na última quarta-feira (22) pela PF

O escândalo de corrupção no Ministério da Educação (MEC) que envolve  o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e levou à sua prisão na última quarta-feira teve início com suspeitas relacionadas à atuação de pastores dentro da pasta.

Desde a posse de Ribeiro, em junho de 2020, os religiosos  Gilmar Santos e Arilton Moura levaram dezenas de prefeitos para reuniões e, segundo acusações, cobravam valores entre R$ 15 mil a R$ 40 mil e até mesmo a compra de Bíblias para facilitar o repasse de verbas públicas para esses municípios.

O Ministério Público Federal (MPF) apontou que houve indícios de vazamento da operação da Polícia Federal contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e “possível interferência ilícita por parte do presidente da República Jair Bolsonaro nas investigações”.

A partir disso, o MPF solicitou o envio do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). O indício de vazamento foi encontrado nas interceptações telefônicas do ex-ministro e apontado pela Polícia Federal. A informação foi antecipada pelo site “Metrópoles” e confirmada pelo GLOBO.

QUEM É QUEM

Milton Ribeiro – Pastor na Igreja Presbiteriana, teólogo e advogado com doutorado em educação, foi o quarto ministro da Educação do governo Bolsonaro. Ficou no cargo de junho de 2020 a março de 2022, período em que recebeu dezenas de prefeitos levados ao ministério pelos pastores lobistas.

Ex-ministro da Educação foi preso nessa quarta-feira (22)
Valter Campanato/Agência Brasil – 29/11/2021

Ex-ministro da Educação foi preso nessa quarta-feira (22)

Leia Também:  Votação da PEC dos benefícios sociais na Câmara é adiado para terça 

Gilmar Santos – Protagonista no lobby dentro do MEC, se apresenta como uma das principais lideranças da Assembleia de Deus do país. Diz que há 40 anos prega o evangelho e divulga suas aulas de teologia. É fundador da Igreja Assembleia de Deus Ministério Cristo para Todos e presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil Cristo Para Todos.

Pastor Gilmar Santos envolvido no escândalo do MEC
Reprodução: Instagram – 24/06/2022

Pastor Gilmar Santos envolvido no escândalo do MEC

Arilton Moura – Braço direito de Gilmar Santos nas agendas do MEC, é apontado por prefeitos como o principal nome na cobrança de vantagens indevidas. Ele também é assessor de assuntos políticos da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil.

Pastor Arilton Moura envolvido no escândalo do MEC
Reprodução: MEC – 24/06/2022

Pastor Arilton Moura envolvido no escândalo do MEC

Luciano Musse – Ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do MEC é apontado como interlocutor dos pastores dentro do MEC. Foi exonerado assim que Victor Godoy assumiu no lugar de Ribeiro.

Luciano Musse envolvido no escândalo do MEC
Reprodução – redes sociais – 24/06/2022

Luciano Musse envolvido no escândalo do MEC

Leia Também:  Fãs desconfiam que Sandy e Ludmilla gravaram parceria; entenda

Helder Bartolomeu – O ex-assessor da Secretaria de Planejamento Urbano da prefeitura de Goiânia também era ligado aos pastores e chegou a participar de evento sobre liberação de recursos do MEC a pedido de Arilton.

Helder Bartolomeu, envolvido no escândalo do MEC
Reprodução/Facebook – 24/06/2022

Helder Bartolomeu, envolvido no escândalo do MEC


O escândalo

O escândalo atingiu um dos ministérios mais importantes da Esplanada, com um orçamento de R$ 159 bilhões apenas neste ano. Mas também chegou ao Palácio do Planalto: em uma conversa gravada, o ministro da Educação afirma que a prioridade dada a atender os pedidos de Gilmar e Arilton seria um pedido especial do presidente Jair Bolsonaro.

Em uma transmissão ao vivo pelas redes sociais na época em que o escândalo foi divulgado, Bolsonaro chegou a defender Ribeiro: “Eu boto a minha cara no fogo pelo Milton”.

Quatro dias depois da declaração, no entanto, Milton deixou o governo em meio a pressão da bancada evangélica, que temia prejuízos eleitorais com o episódio, e da abertura de investigações pela Polícia Federal e pelo Ministério Público sobre o caso.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Projetos limitam juros do crédito consignado para beneficiários de programas sociais

Published

on

A partir do dia 5 de setembro, estará liberado o crédito consignado de até 40% para quem recebe benefícios sociais. Preocupado com os juros praticados, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) pediu ao governo que limite o percentual, que pode chegar a quase 80% ao ano. Ele também solicitou que o consignado seja feito com base no valor de R$ 400 e com as mesmas regras de portabilidade aplicadas nas demais modalidades. Já o senador Paulo Paim (PT-RS), apresentou um projeto (PL 2.081/2022) para limitar em 15% os juros para esse público e proibir marketing ativo.

Fonte: Agência Senado

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Lei que muda cálculo de gasto com publicidade institucional é suspensa
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA