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MEC: empresário que denunciou esquema diz como eram as abordagens

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, com o pastor Arilton Moura
Luis Fortes/MEC – 30/11/2021

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, com o pastor Arilton Moura

O empresário e radialista Edvaldo Brito afirmou que o pastor Arilton Moura, apontado como lobista do Ministério da Educação (MEC) e preso na última semana ao lado de Milton Ribeiro e o também pastor Gilmar Santos, pediu R$ 100 mil como ‘doação’ após acertar um encontro com o ex-ministro ainda durante sua gestão.

Brito conta que soube que havia um “gabinete itinerante” do ex-ministro, onde um evento era agendado para um município, e outros locais também eram atendidos ali. Depois, um culto era realizado pelos pastores Gilmar e Arilton, onde Ribeiro também pregava.

“Eu descobri que o ministro tinha um gabinete itinerante. Os técnicos do FNDE iam para um determinado município, organizavam um evento em parceria com os municípios, e aí todos os outros municípios eram atendidos”, contou, em entrevista ao Fantástico.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) é o responsável pela distribuição dos recursos do MEC. Edvaldo então procurou os pastores para tentar levar o ex-ministro para o interior paulista.

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“O ministro pregava nesse culto. Acabei descobrindo o contato do Gilmar através da própria igreja dele. Liguei para ele, que marcou para me atender em Brasília, num hotel. Eu fui até lá”, conta. O encontro teria acontecido em maio do ano passado.

“Eu vi que realmente tinha uma mesa lá em que ele atendia, conversava. Depois, chamava o outro na mesa”. Eram os pastores que aprovavam a ida do gabinete para as cidades, e Nova Odessa, cidade de Edvaldo, foi aprovada. “Naquele momento, eu estava falando com um pastor, um pastor que ajudava as pessoas. Porque o que eu conheço é isso. O que eu conheço do cristão é se doar”.

Dias depois, eles pediram que Edvaldo e o prefeito do Município fossem à Brasília para gravar um vídeo com Milton Ribeiro. Foi nessa conversa que houve o pedido de dinheiro.

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“O próprio Arilton disse: ‘Olha, eu preciso que você faça uma doação. É para uma obra missionária’. Eu falei: ‘Tudo bem. E de quanto é essa doação?’, aí ele falou: ‘Ah, por volta de R$ 100 mil reais é a doação’. Eu falei: ‘É muito. Eu não tenho. Eu não tenho condição. Mas eu tenho amigos, pessoas, empresários que costumam investir na obra e que eu vou pedir a doação’”.

Milton Ribeiro foi preso na quarta-feira (22), ao lado de pastores apontados como lobistas que influenciavam nas decisões e distribuições de discursos dentro do MEC. As investigações apuram um suposto esquema de liberação de verbas do MEC para projetos em cidades pequenas em troca de propina.

Tanto Ribeiro quanto os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura foram soltos na quinta-feira (23), por decisão judicial.

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TSE responde aos questionamentos técnicos das Forças Armadas    

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, enviou hoje (8) ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, um ofício com as respostas técnicas sobre os questionamentos feitos pela equipe das Forças Armadas que foi designada para acompanhar a fiscalização do processo eleitoral. 

No documento, Fachin afirmou que não há previsão normativa para registro escrito de algumas informações solicitadas pela equipe, como a lista de serviços utilizados no recebimento do boletim de urna, de bibliotecas instaladas no servidor e resumos criptográficos e de interpretadores (Java, PPytohon, PHP). 

“Nessa ordem de ideias, para garantir o fiel cumprimento da norma, o TSE franqueou o acesso  às  suas  dependências  para  inspeção  do  código-fonte  dos programas a serem utilizados nas eleições 2022, desde o mês de outubro do ano de 2021, fazendo ampla divulgação das suas reiteradas iniciativas de transparência”, diz o ofício. 

Sobre o acesso à informações das eleições anteriores, o presidente disse que o prazo para solicitação dos dados já terminou, conforme as regras válidas a partir do ano passado. 

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“As  entidades  fiscalizadoras  do  processo  eleitoral,  nos  termos  da  Resolução nº. 23.673, de 2021, não possuem poderes de  análise e fiscalização de eleições passadas, não lhes cumprindo papel de controle externo do TSE”, afirmou o tribunal. 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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