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Justiça envia caso de ex-ministro da Educação ao STF

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Ex-ministro da Educação foi preso nessa quarta-feira (22)
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 17/03/2022

Ex-ministro da Educação foi preso nessa quarta-feira (22)

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou nesta sexta-feira (24) que a Justiça envie a investigação sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro ao  Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o MPF esse medida é necessária por haver indícios de envolvimento do presidente Jair Bolsonaro em uma possível interferência nas investigações. 

O MPF apontou como argumento, uma transcrição telefônica de Ribeiro onde revelaria que ele pode já havia sido informado anteriormente que a operação estava em curso. O juiz Ricardo Borelli, da 15ª Vara de Justiça Federal de Brasília atendeu ao pedido do Ministério Público e encaminhou as investigações as Supremo Tribunal Federal, onde terá relatoria da ministra Cármen Lúcia.

Entenda

Operação da Polícia Federal, prendeu o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores que possivelmente atuavam como lobistas para influenciar decisões e recursos dentro do MEC nesta última quarta-feira (22). Há suspeitas que de o grupo participavam de um esquema para liberar verbas da educação a projetos em cidades pequenas em troca de propina. Por decisão judicial, Ribeiro, os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e outros envolvidos  foram soltos na quinta-feira (23).

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Transcrição do áudio

“Tudo caminhando, tudo caminhando. Agora… tem que aguardar né…. alguns assuntos tão sendo resolvidos pela misericórdia divina né…negócio da arma, resolveu… aquele… aquela mentira que eles falavam…que os ônibus estavam superfaturados no FNDE… pra… (ininteligível) também… agora vai faltar o assunto dos pastores, né? Mas eu acho assim, que o assunto dos pastores… é uma coisa que eu tenho receio um pouco é de… o processo… fazer aquele negócio de busca e apreensão, entendeu?”

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara do Rio cassa mandato de Gabriel Monteiro

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O vereador Gabriel Monteiro (PL) teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A sessão foi realizada nesta quinta-feira (18) e durou seis horas e meia. O placar final foi de 48 votos favoráveis à cassação e 2 votos contrários. Era necessário um mínimo de 34 votos, do total de 50 parlamentares presentes. 

Monteiro foi julgado por quebra do decoro parlamentar, por três motivos: encenação com uma menor de idade em um shopping, agressão contra um morador de rua convidado para a encenação de um roubo na Lapa e relação sexual gravada em vídeo com uma menor de idade, que posteriormente teve as imagens vazadas na internet. 

Também houve, durante os trabalhos da Comissão de Ética, denúncias de assessores do vereador por importunação sexual e estupro, mas esses crimes, como não faziam parte da denúncia inicial, não foram inseridos no relatório final.

A defesa de Monteiro sustentou que a encenação com a adolescente no shopping foi consentida pela mãe da jovem, que a gravação com o morador de rua era um experimento social e que ele teria sido agressivo, e que o vereador não sabia que a menina com quem se relacionava era menor de idade.

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O advogado Sandro Figueredo também argumentou que Monteiro estava sendo vítima de uma conspiração da chamada máfia do reboque, empresa que teria sido denunciada por ele. 

A quase totalidade dos vereadores que ocuparam a tribuna criticou Monteiro, famoso em seu canal de YouTube por fiscalizações em hospitais, abrigos e escolas públicas, além de supostas ações contra criminosos, por ter sido contra os princípios que devem nortear a conduta parlamentar. 

Monteiro foi o último a falar. Ele disse que havia errado por não aprender com os colegas mais velhos e que era muito jovem. Monteiro disse que não havia cometido crimes nos fatos narrados e pediu para não ser jogado na cova dos leões. 

Paralelo ao processo de cassação, os supostos crimes de Monteiro correm na justiça criminal. O vereador deve concorrer a deputado federal, quando esses crimes migrarão, caso ele seja eleito, para instância superior, pelo foro especial por prerrogativa de função. Com isso, poderá levar ainda alguns anos até que ele perca o mandato, caso condenado.

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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