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Esposa de Milton Ribeiro diz que ex-ministro sabia da operação da PF

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Ex-ministro Milton Ribeiro foi preso na última quarta-feira (22)
Isac Nóbrega/PR

Ex-ministro Milton Ribeiro foi preso na última quarta-feira (22)

Em um telefonema realizado no dia da prisão do  ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e interceptado pela Polícia Federal, sua mulher Myrian Ribeiro afirmou a um interlocutor que o ex-ministro “tava sabendo” com antecedência da realização de uma operação contra ele, mas não queria acreditar.

“No fundo ele não queria acreditar, mas ele tava sabendo. Pra ter rumores do alto, a coisa, é porque o negócio já tava certo”, disse.

Para investigadores, esse diálogo reforça as suspeitas de vazamento da investigação. Isso porque, em um outro diálogo mantido no dia 9 de junho, o próprio Milton Ribeiro contou que conversou com o presidente Jair Bolsonaro e que ele teria dito que achava que o aliado seria alvo de buscas.

O telefonema de Myrian ocorreu às 9h19 da última quarta-feira, com uma pessoa da sua família. No diálogo, o familiar lhe tranquiliza sobre a operação deflagrada contra seu marido. Ela, porém, relata ter ficado abalada e diz que o advogado iria tentar um habeas corpus.

A PF diz, em relatório, que a conversa indica que “Milton Ribeiro teria conhecimento de uma possível operação policial – fato este já demonstrado no Auto Circunstaciado Parcial 01, quando MILTON demonstra em diversas ligações sua preocupação em sofrer um mandado de busca apreensão, bem como cita uma conversa que teria tido com o Presidente da República com este mesmo teor”.

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POLÍTICA NACIONAL

Câmara do Rio cassa mandato de Gabriel Monteiro

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O vereador Gabriel Monteiro (PL) teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A sessão foi realizada nesta quinta-feira (18) e durou seis horas e meia. O placar final foi de 48 votos favoráveis à cassação e 2 votos contrários. Era necessário um mínimo de 34 votos, do total de 50 parlamentares presentes. 

Monteiro foi julgado por quebra do decoro parlamentar, por três motivos: encenação com uma menor de idade em um shopping, agressão contra um morador de rua convidado para a encenação de um roubo na Lapa e relação sexual gravada em vídeo com uma menor de idade, que posteriormente teve as imagens vazadas na internet. 

Também houve, durante os trabalhos da Comissão de Ética, denúncias de assessores do vereador por importunação sexual e estupro, mas esses crimes, como não faziam parte da denúncia inicial, não foram inseridos no relatório final.

A defesa de Monteiro sustentou que a encenação com a adolescente no shopping foi consentida pela mãe da jovem, que a gravação com o morador de rua era um experimento social e que ele teria sido agressivo, e que o vereador não sabia que a menina com quem se relacionava era menor de idade.

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O advogado Sandro Figueredo também argumentou que Monteiro estava sendo vítima de uma conspiração da chamada máfia do reboque, empresa que teria sido denunciada por ele. 

A quase totalidade dos vereadores que ocuparam a tribuna criticou Monteiro, famoso em seu canal de YouTube por fiscalizações em hospitais, abrigos e escolas públicas, além de supostas ações contra criminosos, por ter sido contra os princípios que devem nortear a conduta parlamentar. 

Monteiro foi o último a falar. Ele disse que havia errado por não aprender com os colegas mais velhos e que era muito jovem. Monteiro disse que não havia cometido crimes nos fatos narrados e pediu para não ser jogado na cova dos leões. 

Paralelo ao processo de cassação, os supostos crimes de Monteiro correm na justiça criminal. O vereador deve concorrer a deputado federal, quando esses crimes migrarão, caso ele seja eleito, para instância superior, pelo foro especial por prerrogativa de função. Com isso, poderá levar ainda alguns anos até que ele perca o mandato, caso condenado.

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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