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Desmonetizado, Monteiro quer emplacar ‘TV por assinatura’ própria

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O vereador do Rio e youtuber Gabriel Monteiro
Renan Olaz/CMRJ – 06.04.2022

O vereador do Rio e youtuber Gabriel Monteiro

Investigado pelo Conselho de Ética da Câmara do Rio,  o vereador Gabriel Monteiro criou uma espécie de TV por assinatura própria para continuar a faturar na internet com os vídeos que produz. A iniciativa foi tomada depois que houve um movimento nas redes sociais para que marcas de grandes empresas deixassem de monetizar o conteúdo do ex-PM e youtuber.

Relator do processo que corre no Conselho de Ética, Chico Alencar (PSOL) afirma que, apesar de a Câmara ter aprovado uma emenda à Lei Orgânica proibindo a monetização de vídeos com base na atividade parlamentar, uma das produções de Monteiro mostra uma fiscalização em uma unidade de saúde na condição de vereador.

A “Gabriel Monteiro TV” oferece três alternativas de assinatura, a partir de contribuições que podem variar de R$ 30 a R$ 1 mil por mês, segundo informações disponíveis no site do serviço. Nesta quinta-feira, ao depor por cerca de três horas ao Conselho de Ética, Monteiro foi questionado sobre a natureza da página, mas preferiu permanecer calado sobre o tema.

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“Ele não respondeu, orientado por advogados, sobre a “Gabriel Monteiro TV”. Mas um dos vídeos traz o Gabriel em uma unidade de Saúde, mostrando sua atuação”, disse Chico Alencar, admitindo, porém, que o site não faz parte das peças do processo, embora possa compor o contexto final que vai se basear o relatório do Conselho.

O relator lembrou que a investigação não toma como base o Código Penal, e sim uma infração ético-disciplinar a partir da conduta de Gabriel em parte de seus vídeos. São alvos do Conselho três gravações envolvendo menores de idade: uma com uma menina que vendia balas no sinal; outra em que o vereador leva uma criança para cortar o cabelo; e as imagens de sexo com uma adolescente, que vazaram e viralizaram na internet.

No mesmo depoimento prestado nesta quinta, segundo Chico Alencar, Monteiro alegou que gravava as relações sexuais que mantinha para comprovar que eram consensuais e evitar acusações de estupro. Após ser ouvido no Conselho de Ética, o vereador deixou a Casa sem dar declarações.

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“Ele disse que filmava as relações íntimas e consensuais para se precaver sobre possíveis denúncias de estupro. E não via problema ético por (ser algo para) autoproteção”, afirmou Chico Alencar ao término da sessão.

No depoimento, Gabriel Monteiro reiterou que desconhecia que a adolescente com quem mantém relações sexuais em um vídeo que viralizou na Internet era menor. Segundo ele, a garota teria mentido a própria idade.

Ao todo, doze testemunhas foram ouvidas, sendo oito pela acusação e quatro pela defesa. A previsão é que o caso chegue ao plenário, que pode decidir ou não pela cassação do mandato, em meados de agosto.

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Câmara do Rio cassa mandato de Gabriel Monteiro

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O vereador Gabriel Monteiro (PL) teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A sessão foi realizada nesta quinta-feira (18) e durou seis horas e meia. O placar final foi de 48 votos favoráveis à cassação e 2 votos contrários. Era necessário um mínimo de 34 votos, do total de 50 parlamentares presentes. 

Monteiro foi julgado por quebra do decoro parlamentar, por três motivos: encenação com uma menor de idade em um shopping, agressão contra um morador de rua convidado para a encenação de um roubo na Lapa e relação sexual gravada em vídeo com uma menor de idade, que posteriormente teve as imagens vazadas na internet. 

Também houve, durante os trabalhos da Comissão de Ética, denúncias de assessores do vereador por importunação sexual e estupro, mas esses crimes, como não faziam parte da denúncia inicial, não foram inseridos no relatório final.

A defesa de Monteiro sustentou que a encenação com a adolescente no shopping foi consentida pela mãe da jovem, que a gravação com o morador de rua era um experimento social e que ele teria sido agressivo, e que o vereador não sabia que a menina com quem se relacionava era menor de idade.

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O advogado Sandro Figueredo também argumentou que Monteiro estava sendo vítima de uma conspiração da chamada máfia do reboque, empresa que teria sido denunciada por ele. 

A quase totalidade dos vereadores que ocuparam a tribuna criticou Monteiro, famoso em seu canal de YouTube por fiscalizações em hospitais, abrigos e escolas públicas, além de supostas ações contra criminosos, por ter sido contra os princípios que devem nortear a conduta parlamentar. 

Monteiro foi o último a falar. Ele disse que havia errado por não aprender com os colegas mais velhos e que era muito jovem. Monteiro disse que não havia cometido crimes nos fatos narrados e pediu para não ser jogado na cova dos leões. 

Paralelo ao processo de cassação, os supostos crimes de Monteiro correm na justiça criminal. O vereador deve concorrer a deputado federal, quando esses crimes migrarão, caso ele seja eleito, para instância superior, pelo foro especial por prerrogativa de função. Com isso, poderá levar ainda alguns anos até que ele perca o mandato, caso condenado.

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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