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Congresso celebra bicentenário da associação maçônica Grande Oriente do Brasil

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Elaine Menke/Câmara do Deputados
Plenário da Câmara lotado de pessoas
Galerias lotadas de pessoas acompanhando a sessão de homenagem

Com delegações e representantes de lojas maçônicas de todo o Brasil e de outras nações como Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica, Portugal, Marrocos, México, Israel, Filipinas, Paraguai, Argentina, Uruguai, Chile, Peru e Bolívia, o bicentenário do Grande Oriente do Brasil (GOB) — mais antiga associação de lojas maçônicas no País — foi celebrado nessa sexta-feira (17) em sessão solene do Congresso Nacional.

A sessão foi requerida pelos parlamentares maçons deputado General Girão (PL-RN) e o senador Izalci Lucas (PSDB-DF). Aproximadamente 600 pessoas participaram da sessão e lotaram o Plenário na Câmara dos Deputados. Os presentes prestaram um minuto de silêncio pela morte do ex-deputado federal Arnaldo Faria de Sá, na quinta-feira (16).

O deputado General Girão afirmou que a comemoração dos 200 anos da associação está ligada aos 200 anos de independência do País. “O Brasil é um país livre e soberano. Nós trabalhamos o aperfeiçoamento da nossa sociedade. Que a maçonaria assuma o papel de protagonismo da nossa história”, afirmou o parlamentar.

Ao destacar o papel da maçonaria na história brasileira, Izalci lembrou os princípios iluministas — Liberdade, Igualdade e Fraternidade — que norteiam as organizações maçônicas e a luta pela paz entre as nações, tendo como propósito o ser humano.

“Nos momentos mais importantes do nosso País, como a independência, a abolição da escravatura, a proclamação da República e, mais recentemente, a luta pela redemocratização, esses bravos defensores de nossa pátria, os maçons do Brasil, foram, sobretudo, os protagonistas desses feitos”, disse Izalci, citando como exemplo D. Pedro II, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, José do Patrocínio, Joaquim Nabuco e o Duque de Caxias.

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O deputado Delegado Pablo (União-AM) também destacou a coincidência do bicentenário da maçonaria com o da independência do País, a ser celebrada em 7 de setembro deste ano.

Segundo ele, os 200 anos do Grande Oriente do Brasil “são 200 anos de luta pelo fortalecimento do nosso País, pelo fortalecimento da nossa pátria, pela preservação dos valores que fazem a sociedade ser justa, livre e solidária, que são a família, que são amor à pátria, que são a preservação dos bons costumes”.

Emocionado, o grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil, Múcio Bonifácio Guimarães, disse que essa era uma das mais memoráveis sessões em homenagem à organização. “Estamos percorrendo talvez, se não na institucionalização, mas pelo sentimento participativo, a construção de uma unidade maçônica única e indivisível no Brasil.”

O grão-mestre assistente da Grande Loja Unida da Inglaterra e ex-prefeito da cidade de Londres, Sir David Wootton, parabenizou o GOB pelo bicentenário. “Apreciei muito conhecer a história da maçonaria no Brasil e fiquei impressionado por conhecer a contribuição da maçonaria desde o início da sociedade brasileira. Acredito que outros países têm muito o que aprender com vocês.”

O grão-mestre do Grande Oriente do Distrito Federal, Reginaldo Gusmão de Albuquerque, afirmou que a “maçonaria é um centro de união que reúne pessoas tão diferentes, tão distintas, que se não fosse pela sua doutrina, estaríamos todos afastados uns dos outros”.

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Segundo ele, a Constituição do Grande Oriente do Brasil define a maçonaria como uma instituição essencialmente iniciática, filosófica, progressista e evolucionista, cujos fins supremos são liberdade, igualdade e fraternidade. “Ela é progressista porque todos os seus dirigentes e os seus integrantes, desde o início da fundação do Grande Oriente do Brasil até a presente data, primam pelo progresso da humanidade buscando sempre o avanço para uma sociedade melhor e mais fraterna.”

A partir da premissa da maçonaria ser uma escola de moral e ética, o secretário-geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, Aldino Brasil de Souza, afirmou que a instituição nunca teve o objetivo de mudar o mundo. “O objetivo da maçonaria é melhorar o homem. O homem, sim, pode melhorar o mundo. Falamos aqui de história do Brasil e de muitos personagens, todos homens, todos maçons. A instituição não faz a mudança de que a sociedade precisa, mas o maçom, sim, ele faz.”

Já o presidente da Confederação Maçônica do Brasil, Vanderlei Geraldo de Assis destacou que o objetivo da maçonaria “é fazer homens livres, de bons costumes, pegar os bons e torná-los melhores”. “Nós temos um propósito e esse propósito só poderá ser feito através da nossa política. Colocar esses homens bons e melhores para que difundam, disseminem os nossos valores morais e éticos e cíveis pelo nosso Brasil.”

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein
Com informações da Agência Senado

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Câmara do Rio cassa mandato de Gabriel Monteiro

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O vereador Gabriel Monteiro (PL) teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A sessão foi realizada nesta quinta-feira (18) e durou seis horas e meia. O placar final foi de 48 votos favoráveis à cassação e 2 votos contrários. Era necessário um mínimo de 34 votos, do total de 50 parlamentares presentes. 

Monteiro foi julgado por quebra do decoro parlamentar, por três motivos: encenação com uma menor de idade em um shopping, agressão contra um morador de rua convidado para a encenação de um roubo na Lapa e relação sexual gravada em vídeo com uma menor de idade, que posteriormente teve as imagens vazadas na internet. 

Também houve, durante os trabalhos da Comissão de Ética, denúncias de assessores do vereador por importunação sexual e estupro, mas esses crimes, como não faziam parte da denúncia inicial, não foram inseridos no relatório final.

A defesa de Monteiro sustentou que a encenação com a adolescente no shopping foi consentida pela mãe da jovem, que a gravação com o morador de rua era um experimento social e que ele teria sido agressivo, e que o vereador não sabia que a menina com quem se relacionava era menor de idade.

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O advogado Sandro Figueredo também argumentou que Monteiro estava sendo vítima de uma conspiração da chamada máfia do reboque, empresa que teria sido denunciada por ele. 

A quase totalidade dos vereadores que ocuparam a tribuna criticou Monteiro, famoso em seu canal de YouTube por fiscalizações em hospitais, abrigos e escolas públicas, além de supostas ações contra criminosos, por ter sido contra os princípios que devem nortear a conduta parlamentar. 

Monteiro foi o último a falar. Ele disse que havia errado por não aprender com os colegas mais velhos e que era muito jovem. Monteiro disse que não havia cometido crimes nos fatos narrados e pediu para não ser jogado na cova dos leões. 

Paralelo ao processo de cassação, os supostos crimes de Monteiro correm na justiça criminal. O vereador deve concorrer a deputado federal, quando esses crimes migrarão, caso ele seja eleito, para instância superior, pelo foro especial por prerrogativa de função. Com isso, poderá levar ainda alguns anos até que ele perca o mandato, caso condenado.

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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