CUIABÁ

POLÍTICA NACIONAL

Após subir em palanque do PT, Alcolumbre exalta partido de Bolsonaro

Publicado em

source
Davi Alcolumbre
Pedro França/ Agência Senado

Davi Alcolumbre

Dois dias após ter subido no palanque do PT no Amapá, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) exaltou o apoio do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), a sua chapa no estado. Para tentar a reeleição ao Senado, o ex-presidente da Casa tenta se equilibrar para conquistar os votos dos eleitores tanto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do atual mandatário, que já foi seu aliado.

Na última quinta-feira, Alcolumbre participou de um evento com pré-candidatos do Solidariedade no estado, partido de seu aliado e pré-candidato ao governo amapaense Clécio Luís. Na ocasião, o senador comemorou o apoio da sigla de Bolsonaro a sua chapa.

“No nosso arco de alianças, que a gente construiu para a eleição majoritária, nós somos treze partidos. Nós temos o partido de Bolsonaro com a gente, o PL”, disse Alcolumbre.

Na última terça-feira, no entanto, Alcolumbre participou de um evento do PT ao lado de Clécio. O partido anunciou apoio ao pré-candidato ao Executivo amapaense, contrariando uma ordem de Lula para que seu palanque no estado fosse de Lucas Abrahão (Rede) na disputa pelo governo do estado e de João Capiberibe (PSB) na corrida para o Senado.

Leia Também:  Bolsonaro lamenta assassinato de ex-primeiro-ministro do Japão

Ao GLOBO, o presidente do PT amapaense, Antônio Nogueira, afirmou que o apoio da sigla se estende a quem mais estiver na chapa de Clécio e afirmou que não vê problemas em se aliar com Alcolumbre.

“Não há problemas, Alcolumbre diz que vai com todo mundo”, disse Nogueira.

De acordo com o presidente do Solidariedade no Amapá, Marcelo Dias, o arco de alianças para a chapa majoritária ao estado engloba tanto a própria sigla, quanto União Brasil, PT e PL. Segundo Dias, os apoios foram formados por causa da conjuntura do estado, sem ter relação com a disputa presidencial.

“Não houve nenhum movimento do PL nacional para apoiar Clécio nem Alcolumbre. O PL no Amapá sempre foi aliado de Clécio. Nossas alianças são por conta da conjuntura do estado”, disse Dias.

Distância de Bolsonaro

Alcolumbre foi eleito presidente do Senado com o apoio de Bolsonaro em 2019. A relação entre os dois passou por altos e baixos durante o biênio do senador no comando da Casa. Eles romperam depois que o Palácio do Planalto esvaziou o poder de Alcolumbre na distribuição das emendas de relator entre congressistas. O parlamentar tinha palavra decisiva na divisão dos recursos do orçamento secreto, instrumento por meio do qual deputados e senadores destinavam verbas da União sem serem identificados.

A composição com petistas no Amapá não deve gerar problemas para Alcolumbre no União Brasil. Apesar da pré-candidatura ao Planalto, Luciano Bivar se comprometeu a deixar que seus correligionários apoiassem quem bem entendessem nos seus estados.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.  Siga também o  perfil geral do Portal iG.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

POLÍTICA NACIONAL

Câmara do Rio cassa mandato de Gabriel Monteiro

Published

on

O vereador Gabriel Monteiro (PL) teve o seu mandato cassado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A sessão foi realizada nesta quinta-feira (18) e durou seis horas e meia. O placar final foi de 48 votos favoráveis à cassação e 2 votos contrários. Era necessário um mínimo de 34 votos, do total de 50 parlamentares presentes. 

Monteiro foi julgado por quebra do decoro parlamentar, por três motivos: encenação com uma menor de idade em um shopping, agressão contra um morador de rua convidado para a encenação de um roubo na Lapa e relação sexual gravada em vídeo com uma menor de idade, que posteriormente teve as imagens vazadas na internet. 

Também houve, durante os trabalhos da Comissão de Ética, denúncias de assessores do vereador por importunação sexual e estupro, mas esses crimes, como não faziam parte da denúncia inicial, não foram inseridos no relatório final.

A defesa de Monteiro sustentou que a encenação com a adolescente no shopping foi consentida pela mãe da jovem, que a gravação com o morador de rua era um experimento social e que ele teria sido agressivo, e que o vereador não sabia que a menina com quem se relacionava era menor de idade.

Leia Também:  Terra Yanomami é palco de "tragédia humanitária", dizem especialistas

O advogado Sandro Figueredo também argumentou que Monteiro estava sendo vítima de uma conspiração da chamada máfia do reboque, empresa que teria sido denunciada por ele. 

A quase totalidade dos vereadores que ocuparam a tribuna criticou Monteiro, famoso em seu canal de YouTube por fiscalizações em hospitais, abrigos e escolas públicas, além de supostas ações contra criminosos, por ter sido contra os princípios que devem nortear a conduta parlamentar. 

Monteiro foi o último a falar. Ele disse que havia errado por não aprender com os colegas mais velhos e que era muito jovem. Monteiro disse que não havia cometido crimes nos fatos narrados e pediu para não ser jogado na cova dos leões. 

Paralelo ao processo de cassação, os supostos crimes de Monteiro correm na justiça criminal. O vereador deve concorrer a deputado federal, quando esses crimes migrarão, caso ele seja eleito, para instância superior, pelo foro especial por prerrogativa de função. Com isso, poderá levar ainda alguns anos até que ele perca o mandato, caso condenado.

Leia Também:  Oposição pede à PGR que Bolsonaro seja investigado por crime de ódio

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA