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Ao escolher Braga Netto, Bolsonaro rejeita sugestão do Centrão

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O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto
Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto

O Centrão tem muitas vitórias a contabilizar desde que foi incorporado à base de apoio de Jair Bolsonaro, mas nem sempre o presidente atendeu às sugestões do bloco quando o assunto é a eleição em outubro.

Ontem, ao anunciar que o seu vice será o general Walter Braga Netto, Bolsonaro tomou mais uma atitude que contraria o comando político da sua campanha. Ciro Nogueira, Valdemar da Costa Neto e cia queriam que a ex-ministra da Agricultura, Teresa Cristina, ocupasse o posto para criar uma espécie de “fato novo” na disputa contra o ex-presidente Lula.

Desde o fim do ano passado, Bolsonaro já ignorou outras ideias do Centrão, que está preocupado com a alta rejeição do presidente a pouco mais de 3 meses do dia 2 de outubro, data marcada para o primeiro turno das eleições.

Em março, em entrevista ao jornal “Folha de S. Paulo”, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI) disse que Bolsonaro havia “perdido a narrativa da vacina” contra a Covid-19. Ele afirmou, porém, que a postura do presidente em relação ao imunizante havia mudado, e que ele iria se vacinar.

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No entanto, Bolsonaro seguiu dizendo que não iria se imunizar. Em dezembro do ano passado, ele chegou a afirmar que também não vacinaria sua filha de 11 anos.

O presidente também segue indo na direção contrária aos conselhos que tem recebido de seus aliados do Centrão em relação aos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e às urnas eletrônicas.

Após a PEC do voto impresso ser derrotada na Câmara dos Deputados, no ano passado, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), fez um discurso pedindo “bom senso” do poder Executivo.“O esticar das cordas passou de todos os limites. Não podemos chegar à eleição com a versão de que este ou aquele foi prejudicado”, disse Lira. na ocasião.

O recado não surtiu efeito. Bolsonaro seguiu disparando contra ministros do STF e repetindo notícias falsas sobre as urnas. Neste mês, por exemplo, ele voltou a evocar acusações falsas de que teriam ocorrido fraudes em 2018. Além disso, questionou a isenção dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes para presidir o TSE.

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POLÍTICA NACIONAL

TSE responde aos questionamentos técnicos das Forças Armadas    

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, enviou hoje (8) ao ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, um ofício com as respostas técnicas sobre os questionamentos feitos pela equipe das Forças Armadas que foi designada para acompanhar a fiscalização do processo eleitoral. 

No documento, Fachin afirmou que não há previsão normativa para registro escrito de algumas informações solicitadas pela equipe, como a lista de serviços utilizados no recebimento do boletim de urna, de bibliotecas instaladas no servidor e resumos criptográficos e de interpretadores (Java, PPytohon, PHP). 

“Nessa ordem de ideias, para garantir o fiel cumprimento da norma, o TSE franqueou o acesso  às  suas  dependências  para  inspeção  do  código-fonte  dos programas a serem utilizados nas eleições 2022, desde o mês de outubro do ano de 2021, fazendo ampla divulgação das suas reiteradas iniciativas de transparência”, diz o ofício. 

Sobre o acesso à informações das eleições anteriores, o presidente disse que o prazo para solicitação dos dados já terminou, conforme as regras válidas a partir do ano passado. 

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“As  entidades  fiscalizadoras  do  processo  eleitoral,  nos  termos  da  Resolução nº. 23.673, de 2021, não possuem poderes de  análise e fiscalização de eleições passadas, não lhes cumprindo papel de controle externo do TSE”, afirmou o tribunal. 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Política Nacional

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