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PRF realiza encerramento e premiação dos destaques do FETRAN

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Ontem (20), no Cine Teatro Cuiabá, a Polícia Rodoviária Federal realizou a cerimônia de encerramento e premiação dos destaques da etapa estadual da 17ª Edição do FETRAN (Festival Estudantil Temático Teatro para o Trânsito).

O FETRAN, um dos maiores projetos de educação para o trânsito do Brasil, foi realizado em oito etapas estaduais em sete municípios do estado de Mato Grosso, entre os dias 23 de maio e 30 de setembro.

O principal objetivo do FETRAN é por meio das artes cênicas, como ferramenta didática, sensibilizar e conscientizar crianças, adolescentes e jovens sobre o seu comportamento no ato de transitar, visando formar cidadãos comprometidos com a sua segurança e a do outro no trânsito.

Antes da cerimônia de premiação dos destaques, foram realizadas as apresentações de alunos da Escola especial Castelinho da APAE de Campo Verde com o espetáculo – Uma viagem apaixonante pelo trânsito – e também de alunos da escola Indígena Wazare de Campo Novo dos Parecis com o espetáculo: Conscientização ao meio ambiente no trânsito.

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O Superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Inspetor Francisco Élcio esteve no evento e ressaltou a importância do festival para na promoção da educação para o trânsito com o compromisso de transformar atitudes e salvar vidas.

As premiações são divididas em três categorias diferentes: infantil, infanto-juvenil e juvenil.

Participaram do festival alunos regularmente matriculados no ensino fundamental (1º ao 9º ano), ensino médio e EJA – Educação de Jovens e Adultos, das escolas da rede pública e privada do Estado de Mato Grosso, das escolas e Institutos de alunos PCD, dos projetos culturais ou programas sociais de cunho educativo, ligados diretamente às Secretarias Municipais de Ação Social, de Educação e Cultura.

Fonte: PRF MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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