CUIABÁ

POLÍCIA

PRF apreende agrotóxicos ilegais em Operação conjunta com o BOPE da PM/MT

Publicado em

A ocorrência aconteceu na manhã de sexta-feira (07), em Tangará da Serra, durante a Operação Hórus/Guardiões da Fronteira, quando uma pick up branca foi parada para fiscalização.

Durante a abordagem, observou-se que no compartimento de carga do veículo havia diversos galões brancos. Ao abrirem os galões, constatou-se que eram os agrotóxicos contrabandeados do Paraguai, um total de 600 litros.

Questionado, o motorista do veículo afirmou que apenas levaria o produto até uma empresa da região, devido a isso foi feito o acompanhamento até o local de entrega do produto.

Chegando ao referido endereço de entrega, foram encontrados mais 4 mil litros do agrotóxico Paraquat e 140 kg de Thiametoxam, produtos proibidos de comercialização e consumo no Brasil.

Com essa apreensão foi gerado um prejuízo ao crime organizado de mais de 500 mil reais. Somente esse ano a Polícia Rodoviária Federal já apreendeu mais de 100 toneladas de agrotóxicos ilegais nas rodovias federais do estado de Mato Grosso.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre prisão de foragido da Justiça dentro de Delegacia em Rondonópolis

Diante dos fatos, ficaram constatados os crimes de contrabando e crimes ambientais pelo transporte, armazenagem dos produtos, sendo a ocorrência encaminhada à Delegacia de Polícia Judiciária para os procedimentos cabíveis.

Além dos potenciais danos a saúde dos consumidores e ao meio ambiente que podem decorrer do uso de agrotóxicos ilegais, o contrabando também gera uma concorrência desleal com os empresários e agricultores que buscam comprar e vender os produtos dentro da lei.

Fonte: PRF MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

Published

on

O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

Leia Também:  Vítimas de cárcere privado e tortura por grupo criminoso são resgatadas pela Polícia Civil

Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA