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Suspeita foi encontrada escondida na casa da própria irmã em Castanheira (MT)

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Uma mulher de 29 anos foi presa na madrugada desta quinta-feira (16.02) suspeita por tentativa de homicídio contra o ex-namorado, invasão de domicílio e ameaça, na região central de Castanheira (788 km de Cuiabá). A vítima, de 25 anos, foi esfaqueada no peito e está internada.

Conforme informações do boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada pelo irmão da vítima, alegando que a suspeita estava tentando arrombar a porta da casa da atual namorada para agredir o casal.

A suspeita conseguiu invadir o imóvel e partiu para cima do ex-namorado. O homem foi agredido e esfaqueado no lado esquerdo do peito, momento em que atual namorada conseguiu segurar a mulher.

A vítima saiu correndo para uma unidade de saúde. Os militares saíram em buscas da suspeita e a localizaram escondida na casa da irmã.

Aos militares, ela confessou autoria dos crimes e no momento da prisão ameaçou os policiais de morte. A suspeita foi encaminhada à delegacia para registro do boletim de ocorrência para providências.

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A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou disque-denúncia 0800.065.3939.

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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