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Polícia Civil recupera ferramentas furtadas e autua em flagrante autor do crime

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A Polícia Civil recuperou, nesta segunda-feira (25.07), no município de Porto Alegre do Norte (1.125 km a nordeste de Cuiabá), equipamentos furtados e prendeu o autor do crime. Um terceiro suspeito foi detido por receptação.

A vítima relatou que estava realizando um serviço de energia sistema solar em uma cerâmica, quando na madrugada, desapareceu uma parafusadeira e um carregador de bateria do local de trabalho.

O comunicante informou que um dos suspeitos, que fazia parte da equipe vinda de Goias para executar o serviço, por volta das 2 horas da madrugada, pegou as chaves do quartinho onde estavam as ferramentas.

Outra testemunha relatou que o suspeito foi até um hotel e se encontrou com uma terceira pessoa, a qual foi vista na posse dos objetos furtados.

Durante as diligências foi descoberto que os envolvidos estavam oferecendo as ferramentas para o dono de uma distribuidora.

Em seguida o suspeito de cometer o furto compareceu na delegacia para prestar esclarecimentos, momento em que foi interrogado e confessou o furto.

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Ele revelou que os equipamentos estavam na posse do dono da distribuidora, que responderá pelo crime de receptação. Já o autor do furto de 31 anos, foi autuado em flagrante delito.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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