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Polícia Civil prende em Cuiabá líder de facção que determinava execução de homicídios em Cáceres

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Um dos líderes de uma facção criminosa, apontado como mandante de homicídios ocorridos neste ano, em Cáceres, foi preso pela Polícia Civil, nesta terça-feira (08.11), em Cuiabá, após um amplo trabalho investigativo. 

Entre os homicídios que o investigado está envolvido, consta o assassinato da adolescente Nathaly Teotonio Mariano, de 14 anos, cujo corpo foi localizado em 23 março deste ano. Outro crime vitimou Paulo César Gonçalves Neto, de 44 anos, morto com golpes de faca e que teve a cabeça decapitada no último domingo (06.11). 

Segundo as investigações da Divisão Especializada de Homicídios da Delegacia de Cáceres, o mandante, além de recrutar “soldados” da facção para a prática do crime, participava das sessões de tortura e homicídio por meio de videochamadas. 

O criminoso teve o mandado de prisão decretado pela Justiça, após investigações da Polícia Civil de Cáceres identificarem seu envolvimento no desaparecimento e homicídio de Nathaly. Conforme a apuração, a adolescente foi morta a mando da facção criminosa, por ter presenciado outro homicídio ocorrido no município. O corpo da menor foi encontrado enterrado em uma cova rasa, no bairro Jardim Industrial.

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Após os fatos, o criminoso fugiu para Cuiabá, porém, continuava dando ordens para que as mortes fossem executadas em Cáceres. Durante as investigações, algumas pessoas identificadas como executoras dos crimes de tortura e homicídio foram presas, contudo, a Polícia continuava à procura do líder da facção.

Após quase cinco meses de investigação, a equipe da Polícia Civil de Cáceres identificou o seu paradeiro e o prendeu na manhã desta terça-feira, no momento em que tentava fugir de sua residência, em Cuiabá. No momento da abordagem, ele estava com a namorada que apresentou uma identidade falsa. 

Em buscas na residência, os policiais apreenderam diversos documentos falsos, tanto em nome do investigado quanto da namorada, além de um caderno de anotações com atividades do tráfico de drogas. 

O criminoso foi conduzido para a sede da GCCO em Cuiabá, onde será lavrado o flagrante.

O delegado-geral, Mário Dermeval, enalteceu os policiais e a investigação desenvolvida pela Polícia Civil, em Cáceres, destacando que a prisão do suspeito é uma resposta à sociedade em relação às graves execuções que vinham ocorrendo no município.

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“A identificação do líder da facção, apontado como mandante de diversos homicídios e a sua prisão nesta data, vira uma página da violência em Cáceres, trazendo, enfim, paz ao município”, disse o delegado-geral.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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