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Polícia Civil investiga se ossada humana encontrada em Confresa é de jovem desaparecida na região

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá), investiga se o encontro de uma ossada humana, registrado na quarta-feira (02.11), na zona rural do município, está relacionado ao desaparecimento da jovem, Ana Rafaela Cardoso da Silva, de 23 anos, ocorrido no dia 14 de setembro no município. 

A ossada humana foi encontrada em uma área de pastagem por um homem, que relatou que estava andando em sua propriedade rural nas proximidades da Rodovia BR 158, quando avistou a ossada e acionou a Delegacia de Polícia.

No local, as equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constataram preliminarmente que tratava-se de um corpo do sexo feminino, levantando as suspeitas que a ossada humana possa ser da jovem, Ana Rafaela.

A vítima trabalhava em um bar e fazia programas sexuais. No dia do seu desaparecimento, ela saiu com um cliente e não retornou. Desde então, Ana Rafaela não deu mais notícias, não atendeu o celular e nem recebeu as mensagens enviadas pelo WhatsApp.

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Conforme o delegado de Confresa, Higo Rafael Ferreira de Oliveira, somente após exames periciais poderão comprovar a identidade da vítima. “As investigações estão em andamento e a Delegacia de Polícia de Confresa aguarda os resultados dos laudos, bem como realiza outras diligências para esclarecer todos os fatos relacionados ao desaparecimento da jovem”, destacou o delegado.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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