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Polícia Civil cumpre mandados de apreensão contra autores de latrocínio em Primavera do Leste

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Dois mandados de busca e apreensão, expedidos contra dois infratores investigados por latrocínio em Primavera do Leste, região sul do estado, foram cumpridos pela Polícia Civil na sexta-feira (01.07).

Os adolescentes foram localizados pelos policiais civis da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Primavera do Leste.

Depois de serem apreendidos, por força das ordens judiciais decretadas pela Comarca local, ambos foram encaminhados para o Centro Socioeducativo da cidade de Cáceres.

Os menores de idade foram identificados pelo envolvimento com o roubo, seguido de morte, ocorrido no dia 26 de dezembro de 2021, em Primavera do Leste.

O crime

Luciano Rodrigues Messias foi rendido pela dupla em sua residência, no bairro Castelândia, e, em seguida, amarrado. 

Do local, foram subtraídos dinheiro, uma motocicleta Biz e uma arma de fogo, entre outros objetos.  Em seguida, a vítima foi morta asfixiada. 

No dia seguinte, ambos pagaram uma terceira pessoa (também menor de idade) para ir à casa da vítima e subtrair uma televisão, dois botijões de gás, uma panela elétrica e uma mochila.

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Entretanto, na época dos fatos, este menor acabou sendo apreendido em flagrante pelo ato infracional.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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