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Polícia Civil cumpre mandado de busca em escritório de advogacia em Barra do Garças

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Um mandado de busca e apreensão domiciliar expedido pela Justiça do Estado de Alagoas, foi cumprido pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), na segunda-feira (21.11).

A ação foi realizada em apoio à Polícia Civil de Alagoas, que investiga o escritório de advogacia em Barra do Garças, onde um advogado estaria supostamente envolvido em um saque de alvará judicial de uma pessoa falecida, no valor de R$ 2,4 milhões.

Durante cumprimento da ordem judicial foram apreendidos celulares e diversos documentos. As buscas foram acompanhadas pela Comissão de Garantias e Prerrogativas da Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil.

Conforme o delegado adjunto da Derf de Barra do Garças, Joaquim Leitão Junior, as investigações apontam que o advogado junto com outros indivíduos, emitiram notas promissórias frias em nome de uma pessoa falecida que possui grandes valores, para ingressarem com uma ação de execução.

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“Tempos depois, em hipotética simulação com outro advogado do espólio transacionaram aproximadamente R$ 2,4 milhões da pessoa falecida, sendo que somente depois os herdeiros deram falta dos valores”, completou o delegado Joaquim Leitão Junior.

Após o trabalho operacional, os objetos apreendidos no endereço alvo em Barra do Garças serão encaminhados à Polícia Civil de Alagoas, para análises e continuidade das investigações.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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