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Polícia Civil apreende 35 tabletes de maconha e prende um suspeito em Itaúba

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Trinta e cinco tabletes de maconha foram apreendidos pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (27.10), no município de Itaúba (600 km ao norte de Cuiabá), durante averiguação de uma denúncia anônima.

Um jovem de 19 anos, que transportava o carregamento dentro de um ônibus intermunicipal, foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

Os policiais civis de Itaúba receberam informações sobre uma pessoa que estaria na região, com uma carga de entorpecentes que seria levada para a região norte do país.

Com base na denúncia os investigadores passaram a diligenciar, e conseguiram abordar o suspeito que viaja em um ônibus com os 35 tijolos de maconha escondidos nas malas.

Conforme apurado o suspeito embarcou com a droga em Cuiabá, e a passagem estava com destino à cidade de Santarém, no Estado do Pará.

Diante do flagrante, o traficante foi conduzido até a Delegacia de Itaúba, interrogado e autuado por tráfico de drogas. Após a confecção dos autos, o preso foi colocado á disposição da Justiça.
 

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Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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