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PM prende homem com mais de 200 porções de drogas no bairro Pedra 90

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Policiais militares do 24º Batalhão prenderam, na noite desta sexta-feira (08.07), em Cuiabá, um homem de 20 anos por tráfico de drogas. Na ação, a PM retirou de circulação mais de 200 porções de entorpecentes como maconha, pasta base e cocaína, além de apreender R$ 850,00 em dinheiro.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta de 22h15, a equipe do 24º BPM recebeu denúncias sobre tráfico de drogas em uma distribuidora do bairro Pedra 90. Imediatamente, os policiais militares se deslocaram até o endereço informado e flagraram o momento em que o suspeito adquiria entorpecentes de um outro homem, apontado como o proprietário da distribuidora.

Foi feita a abordagem, quando o dono do estabelecimento fugiu, deixando uma mochila no local, enquanto o outro suspeito foi detido e revistado. Em sua posse, encontrada uma porção de maconha.

A PM revistou também vistoria a mochila deixada pelo suspeito foragido, onde encontrou mais de 150 porções de cocaína, de pasta base e maconha, além de duas balanças de precisão, cinco celulares e R$ 850,00 em dinheiro.

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Diante da situação de flagrante, o suspeito detido foi encaminhado para a Central de Flagrantes, junto com todo o material apreendido, para o registro do boletim de ocorrência e as demais providências cabíveis do caso.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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