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Operação prende mandantes e executores dos homicídios de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde

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A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu nesta sexta-feira (11.11), em duas cidades da região norte do estado, 13 mandados de prisão e de busca e apreensão contra alvos investigados por homicídios consumados e tentados nas cidades de Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde. 

As ordens judiciais integram a Operação PC Retomada, de repressão qualificada a crimes contra a vida cometidos a mando de uma facção criminosa. 

Entre os alvos presos estão quatro investigados pelo assassinato de trabalhadores paranaenses, encontrados enterrados próximo à rodovia MT-208, no município de Nova Monte Verde, no mês de agosto. Os mandantes do crime também foram presos. 

A operação contou com o apoio das Delegacias de Alta Floresta, Colíder, Apiacás, Paranaíta, Tangará da Serra, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde e da Gerência de Operações Especiais (GOE). 

Durante o cumprimento dos mandados, três suspeitos pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas foram presos em flagrante. 

Mortes a mando de facção 

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Os corpos de Alan Rodrigues Pereira, 36 anos; Caio Paulo da Silva, 31 anos; Jefferson Vale Paulino, de 27 anos e João Vitor da Silva, 19 anos, foram encontrados no dia 08 de agosto. 

Os quatro vieram do Paraná para trabalhar em uma empresa em Nova Monte Verde. O veículo das vítimas foi encontrado, incendiado, três dias antes, em uma estrada na zona rural do município. 

Durante as diligências em buscas pelas vítimas, policiais civis foram a uma área, em um local próximo de um rio, usado para ‘desova’ de corpos por criminosos. 

Na área foi avistado um corpo humano, já em avançado estado de decomposição. Em continuidade às buscas, foram localizados outros três corpos, que estavam com uniformes da empresa onde as vítimas trabalhavam.

A investigação apurou que as quatro vítimas foram mortas porque criminosos de uma facção julgaram que os trabalhadores seriam de um grupo rival.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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