CUIABÁ

(GAS/DEIC)

Golpes causaram prejuízos de aproximadamente R$ 1 milhão a diversas vítimas no estado de Goiás, entre elas agente político e empresários

Publicado em

A Polícia Civil de Goiás, com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou na manhã desta quarta-feira (26.07) a Operação Falso Amigo para cumprimento de 18 mandados de prisão e de buscas, além do sequestro de bens e valores, contra uma associação criminosa interestadual especializada em estelionato virtual. As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cuiabá e Juazeiro (BA).

A operação é conduzida pelo Grupo Antissequestro (GAS/DEIC) da Polícia Civil goiana e Delegacia Municipal de Caiapônia, após investigação compartilhada.

As investigações vinculadas a dois inquéritos policiais apontaram que o grupo criminoso, usando meios fraudulentos de portabilidade de números telefônicos e clonagem das respectivas contas no aplicativo Whatsapp, usou contas bancárias de terceiros e causou prejuízos de aproximadamente R$ 1 milhão a diversas vítimas no estado de Goiás, entre elas agente político e empresários.

Após a investigação policial e o deferimento de outras medidas cautelares, a Polícia Civil de Goiás conseguiu identificar todo o núcleo criminoso e descobrir outros delitos praticados, sempre com o mesmo modus operandi.

Leia Também:  Jovem é preso pela PM após ameaças de morte contra idosa e desacato

Prisões 

Foram presos em Cuiabá quatro criminosos por mandados judiciais. Uma pessoa foi detida em flagrante pelo crime de receptação de uma motocicleta Honda Biz, que foi furtada há dois dias na Capital.

Também foram apreendidos diversos documentos, cartões bancários e aparelhos celulares, e efetuado o sequestro de valores em contas bancárias dos investigados no montante de R$ 980 mil.

A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes (DEEF) e da 1a Delegacia de Várzea Grande, e Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia de Polícia de Juazeiro.

Com informações da PC-GO

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

Published

on

O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

Leia Também:  Foragido da Justiça paulista por homicídio é preso pela Polícia Civil em Alto Taquari

Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA