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Operação contra o tráfico de entorpecentes cumpre mandados em três cidades da fronteira de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especial de Fronteira (Defron), deflagrou nesta sexta-feira (07.10) a Operação Anotación para cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em investigação sobre os crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Rio Branco, Lambari D’Oeste e Salto do Céu, todos na região oeste do estado.

As investigações tiveram início na Defron a partir da prisão de um morador da cidade de Rio Branco, no terminal rodoviário de Cáceres. Ele foi flagrado com um quilo de entorpecentes, entre maconha e pasta base de cocaína. 

A equipe da Delegacia de Fronteira apurou que o jovem preso é integrante de uma facção criminosa e fazia a distribuição de entorpecentes a revendedores, conhecidos como ‘boqueiros’. 

O termo “anotación” faz referência à contabilidade sobre a comercialização de drogas, que era feita por meio de um caderno.

Participam da operação, equipes da Delegacia Regional, 1a. Delegacia de Cáceres e Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cáceres.

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Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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