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Mato Grosso reúne gestores das 27 Polícias Civis do País em evento sobre tecnologia e inteligência

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A Polícia Civil de Mato Grosso e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promovem o 1º Encontro Nacional de Tecnologia e Inteligência para Líderes e Gestores da Polícia Civil, nos dias 28 e 29 de novembro, na cidade de Poconé, no Pantanal mato-grossense.

O Encontro de Tecnologia, Inteligência e Gestão é direcionado a líderes e gestores das Polícias Civis das 27 unidades da federação, reunindo delegados-gerais, chefes de inteligência e de tecnologia da informação das instituições, em evento que recepcionará mais de 180 pessoas. 

Entre os assuntos abordados no encontro estão a Lei Orgânica das Polícias Civis; Infraestrutura de Cooperação tecnológica entre as instituições; Formatação de Rede nacional de Cartas Precatórias; Soluções de inteligência, Proteção da Informação e do Acesso aos Bancos de Dados.

O evento nacional busca promover a interação entre os estados, com o objetivo de apresentar as ferramentas tecnológicas de mercado, bem como alinhar ações estratégicas para o enfrentamento da criminalidade e atuações padronizadas em nível nacional para entrega de um produto de repressão criminal qualificada e de qualidade à sociedade.

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O delegado-geral de Mato Grosso, Mário Dermeval Aravechia de Resende, destacou que o encontro nacional será um dos eventos mais importantes de reunião de delegados-gerais e gestores de Polícias Civis realizado no país. 

“Trata-se de um evento que busca promover a integração entre os estados, a troca de experiências e tecnologias para discussão de assuntos correlatos de Polícia Judiciária. As apresentações, votações e providências serão feitas no intuito que haja uma concatenação de ações cada vez mais alinhadas e integradas entre as Polícias”, disse o delegado.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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