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Investigação da Polícia Civil leva à localização e prisão de quadrilha que cometeu furtos e roubos em Rondonópolis

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Uma investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis para apurar a autuação de um grupo criminoso em roubos e furtos ocorridos na cidade resultou na prisão em flagrante de cinco suspeitos, na manhã desta segunda-feira (10.10). As diligências foram realizadas durante toda a madrugada para localizar os envolvidos em um furto realizado horas antes.

A equipe da Derf apurou que a associação criminosa é composta por cinco homens e uma mulher, que participam diretamente nos crimes. Dois deles atuam como líderes da quadrilha, outros são responsáveis por aliciar menores de idade e um cuida da logística, levantando o armamento e veículo utilizado nas ações criminosas.

Os policiais civis identificaram duas casas dos suspeitos, uma no bairro Antônio Geraldine e outra no Residencial André Maggi, e os veículos que os criminosos que os criminosos utilizaram nas ações, uma Ecosport branca e um Celta branco.

No domingo, em uma dos endereços alvos, os investigadores avistaram os suspeitos saindo da Ecosport, com alguns bens furtados de uma vítima. Após monitoramento no local, os policiais perceberam chegar no endereço o Celta branco, com outros membros da quadrilha, e os abordaram.

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Alguns suspeitos correram para o fundo da casa e o que estava na direção saiu em alta velocidade, mas foi contido.

Outras equipes da Derf conseguiram abordar duas mulheres e dois homens na residência. Enquanto os policiais entravam na casa, outro suspeito tentou fugir, mas foi detido nas proximidades, com parte do dinheiro das vítimas. Dentro da residência do bairro André Maggi, a equipe da delegacia recuperou diversos bens levados das vítimas e em um dos quartos estava a chave da Ecosport.

Em outro endereço, no Jardim Ipanema, foi apreendida uma adolescente, que confessou a participação no crime. Ela disse que a intenção da quadrilha era roubar as vítimas, mas quando chegaram na casa perceberam que não havia ninguém e decidiram furtar.

Em outro endereço, os investigadores conseguiram apreender a Ecosport branca escondida nos fundos de outro suspeito. O veículo estava adulterada com fita isolante, com modificação dos números. O veículo foi roubado em Jaciara, na semana passada.

Além do furto à residência, dois suspeitos presos confessaram a participação no roubo da Ecosport e outro assumiu o furto da bicicleta apreendida, ocorrido no bairro Granville, e outro cometido no Jardim Mato Grosso.

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Todos os bens levados das vítimas foram recuperados e entregues. Os cinco foram encaminhados à Derf de Rondonópolis e os quatro adultos autuados pelos crimes de associação criminosa, furto, receptação e corrupção de menores.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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