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Homem que matou idosos e escondeu corpos em poço é preso na zona rural de Nova Bandeirantes

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Depois de horas ininterruptas de buscas, policiais civis da Delegacia de Nova Bandeirantes prenderam nesta quinta-feira (10.11) o autor confesso do duplo homicídio e ocultação de cadáver de um casal de idosos mortos na propriedade deles, na zona rural do município. 

O suspeito do crime foi localizado em uma comunidade conhecida como Linha do Escondido, a aproximadamente 160 quilômetros de Nova Bandeirantes. 

Os corpos das vítimas, Almerinda Mota Bispo da Silva, de 77 anos e Inácio Bispo, de 82 anos, foram encontrados por um sitiante vizinho, na terça-feira (08), dentro de um poço artesiano, nos fundos da propriedade do casal. 

O vizinho foi até a propriedade das vítimas, pois o casal não foi visto pela vizinhança desde a sexta-feira passada. A caminhonete estava na garagem, com o pneu furado, e a porta da casa fechada. O sitiante seguiu até os fundos da residência e observou moscas nas proximidades do poço artesiano. Ao retirar a tampa do poço e iluminar, encontrou as vítimas. 

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A Polícia Civil, a Politec e o Corpo de Bombeiros foram acionados. As vítimas foram removidas pelos bombeiros e encaminhadas para os exames periciais. 

Buscas e prisão

A equipe da Delegacia de Nova Bandeirantes instaurou investigação para apurar o crime e iniciou as buscas pelo suspeito de cometer o homicídio qualificado. 

Após quase dois dias de empenho da equipe policial para capturar o suspeito do crime, de 27 anos, ele foi localizado na comunidade Linha do Escondido. Em interrogatório, o criminoso relatou ao delegado Marcus Vinícius Ferreira como executou as vítimas e alegou que os idosos foram mortos porque não teriam lhe pagado o valor correto por serviços prestados no sítio. Após discutir com os idosos, ele matou o casal e jogou os corpos no poço de água. 

O crime ocorreu na sexta-feira, dia 04 de novembro. Para matar as vítimas ele usou uma foice e uma faca. Depois de discutir com Inácio Bispo, o criminoso foi a sua casa e buscou a foice e voltou na casa das vítimas, que estavam assistindo televisão. O idoso foi golpeado no pescoço com a foice. Em seguida, para ocultar o primeiro crime, ele executou a mulher, com golpes de faca, e depois jogou os corpos no poço. 

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“Após limpar os vestígios de sangue da casa, o autor do homicídio pegou uma arma e uma motocicleta da vítima e retornou para o local onde estava ficando. No dia seguinte, ele fugiu da região”, explicou o delegado. 

Aos policiais que o localizaram, o suspeito indicou onde escondeu as duas armas utilizadas para cometer os crimes. 

“Desde que a Polícia Civil tomou conhecimento desse crime chocante, os policiais se dedicaram e empenharam em capturar o suspeito e esclarecer o delito que vitimou o casal de idosos”, finalizou o delegado Marcus Vinícius. 

O autor do crime responderá por homicídio qualificado (motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa), ocultação de cadáver, furto e porte ilegal de arma de fogo.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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