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Força Tática apreende 81 tabletes de maconha e prende dupla por tráfico em Várzea Grande

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Policiais militares da Força Tática, da 15ª Companhia Independente, apreenderam, na tarde deste sábado (19.11), 81 tabletes de substância análogas à maconha, avaliados em R$ 105,3 mil, em Várzea Grande. Durante ação, os militares apreendram ainda um veículo Chevrolet Prisma, quatro frascos de ‘lança perfume’ e prenderam, dois homens, de 25 e 30 anos, por tráfico de ilícito de entorpecentes.  
 
Por volta das 14h30, os policiais se deslocavam do município de Várzea Grande para Poconé, quando se depararam com a dupla, no bairro Centro Sul Ipase, próximo ao mini-estádio, fazendo uma manobra perigosa com o veículo, após identificar a presença da polícia. 
 
Durante a tentativa de fuga, o motorista perdeu o controle da direção e bateu em um padrão de energia elétrica de uma residência. Ao serem abordados, os militares encontraram, atrás do banco do motorista, dez tabletes de maconha enrolados em uma embalagem azul e os fracos de lança perfume. 
 
Um dos suspeitos afirmou que em uma casa, no bairro Parque Paiaguás, havia mais 48 tabletes de maconha dentros da geladeira e em uma outra residência, no bairro Ouro Branco, continha mais 23 tabletes da mesma substância. 
 
Eles alegaram que seriam os proprietários das drogas e responsáveis pela distribuição e vendas na região, sob ordem de uma facção criminosa. A dupla ressaltou que cada tablete é avaliado em R$ 1,3 mil.
 
Conforme o registro policial, os proprietários das respectivas residências não foram encontrados. Os suspeitos e a carga de maconha foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência e demais providências que o caso requer.
 
Disque-denúncia  
 
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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