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Entrega de medalhas comemora investimentos e elevação do Ciosp à superintendência

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A terceira edição da entrega da Medalha Mérito das Comunicações da Segurança Pública homenageou 20 personalidades civis e militares, que contribuíram com a manutenção, investimentos e expansão do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (05.10) e comemorou ainda a elevação do Ciosp que, anteriormente tratava-se de uma coordenadoria e a partir do Decreto 1.459 de 16 de agosto de 2022, tornou-se uma superintendência.

Entre os agraciados, estavam o ex-secretário-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho, o deputado estadual Elizeu Nascimento, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão Basílio Bezerra e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, destacou os principais avanços do Ciosp, como os investimentos em radiocomunicação digital, a instalação de 15 mil câmeras de monitoramento e a regionalização para cidades polo do interior do estado.

“Todos sabem do meu carinho pelo Ciosp e a importância que dou para aquele local, por ser de fundamental importância na segurança pública. Talvez, tenha sido uma das unidades que mais recebeu investimentos deste governo, seja pela radiocomunicação digital, pelas 15 mil câmeras que serão instaladas no estado ou pela sua regionalização do Ciosp”, destacou Bustamante.

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Ainda de acordo com o secretário, com estes investimentos, Mato Grosso se tornará o estado mais digital do país, apesar de sua grande extensão territorial.

Além de ser um dos homenageados, o superintendente do Ciosp, tenente-coronel BM Rogério Quinteiro, também reconheceu os investimentos e reconhecimento que a atual gestão concedeu à unidade.

“Sinto-me honrado por fazer parte do Ciosp, especialmente diante do volume de investimento alocados pelo Governo do Estado para o Ciosp. Além disso, depois de 20 anos de sua criação, ele se torna uma superintendência, razão pela qual me sinto duplamente honrado. Vale lembrar que só conseguimos chegar onde chegamos, por causa de todos os servidores, que fizeram e ainda fazem parte desta história”, disse Quinteiro.

Fonte: PM MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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