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Criminosos que furtaram lojas em shoppings são presos em flagrante quando tentavam fugir para SP

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Policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá prenderam em flagrante na tarde desta sexta-feira (06.01) dois autores de furtos a lojas localizadas em três shoppings centers da Capital. Com a dupla foram recuperados dezenas de óculos de sol e de grau, armações e roupas levadas das lojas e avaliados em, aproximadamente, R$ 660 mil. Um dos criminosos ainda tentou subornar um dos investigadores oferecendo dinheiro para que não fosse preso.

A dupla foi presa dentro de um ônibus que saiu de Cuiabá com destino a São Paulo. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal, o ônibus foi interceptado. Aos policiais rodoviários, um dos suspeitos, de 45 anos, informou que estava em Mato Grosso a passeio, para conhecer cachoeiras, mas não soube dizer o nome de nenhum dos locais visitados. Ao ser perguntado se levava bagagem, ele disse que tinha quatro caixas com roupas que havia comprado para passar o período em Mato Grosso, mas não apresentou nenhum comprovante.

 

O outro suspeito, já identificado pelo Derf Cuiabá como um dos autores dos furtos, disse que viajava sozinho e veio ao estado para encontrar sua namorada e reatar o relacionamento. Quando foi perguntado onde a namorada morava, ele não soube dizer e ficou trêmulo. Sobre a bagagem, disse que tinha algumas caixas de cristais que havia comprado como lembranças para sua avó e apresentou 12 tickets, o que demonstrou ser suspeito para uma pessoa que disse ter passado apenas dois dias na cidade.

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Os policiais questionaram então o outro suspeito, que confirmou que ambos estavam viajando juntos. A equipe da PRF desceu com a dupla do ônibus e ao conferir as bagagens foram avistadas dezenas de óculos e roupas ainda etiquetadas. Diante da constatação, um dos suspeitos confessou que todo o material era produtos de furtos realizados em shoppings da Capital.

Furtos em shoppings

A dupla presa confessou os furtos e disse que todas as ações criminosas foram arquitetadas em conjunto com outros dois comparsas, que retornaram antes para a capital paulista.

Conforme a apuração da Derf Cuiabá, na noite de quinta-feira (05.01), por volta das 21h50, quatro criminosos entraram no Shopping Goiabeiras e levaram mercadorias de uma ótica. Os funcionários notaram o furto na manhã desta sexta-feira. Foram levados óculos avaliados em, aproximadamente, R$ 500 mil.

A quadrilha, formada por três homens e uma mulher, praticou ainda outros dois furtos em lojas de roupas esportivas nos Shoppings Três Américas e Estação. No dia 1o de janeiro, os criminosos furtaram uma loja no shopping localizado no Jardim das Américas, de onde levaram em torno de R$ 60 mil em produtos.

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No dia 04 de janeiro, a quadrilha subtraiu roupas de outra loja, do shopping localizado na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

Os criminosos usavam um aparelho para copiar a frequência do controle de travamento das portas dos estabelecimentos comerciais. A quadrilha ficava nos shoppings, na área de lazer que fica aberta até mais tarde, e próximos às lojas visadas para que pudessem copiar os sinais de frequência . E assim que as lojas fechavam, os criminosos usavam esse sinal para conseguir abrir as portas das lojas, furtavam os produtos e saíam como se fossem clientes dos centros comerciais.

 

Durante a abordagem policial, um dos suspeitos usou uma identidade de outra pessoa para tentar escapar da autuação. Foi autuado por furto qualificado, associação criminosa e falsa identidade.

O outro criminoso tentou subornar um dos investigadores e foi autuado pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e corrupção ativa.

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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