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Cinco pessoas são presas em flagrante por intervir em ação da Polícia Civil para cumprimento de mandado

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A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gerência de Operações Especiais (GOE) e Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), prendeu cinco pessoas que intervieram em uma ação policial, no residencial Jonas Pinheiro, em Cuiabá, impedindo a prisão de um homem com mandado em aberto.

Entre os presos estão quatro homens e uma mulher que foram autuados em flagrante pelos crimes de resistência qualificada, desobediência, desacato e favorecimento pessoal.

O fato ocorreu no final da tarde de terça-feira (12.07), quando os policiais da Polinter realizavam diligências para cumprimento de um mandado de prisão em aberto contra um foragido da Justiça. O suspeito estava com a ordem de prisão decretada pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá pelo crime de homicídio qualificado.

Durante o cumprimento do mandado, o alvo resistiu à prisão, incitando as pessoas ao redor a ajudá-lo a escapar da ação policial. Neste momento, houve a aglomeração de pessoas e o apedrejamento da viatura policial, sendo o preso resgatado por moradores que estavam no local.

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Diante dos fatos, as diligências foram intensificadas para cumprimento do mandado de prisão, assim como identificação de outros envolvidos nos crimes de resistência qualificada, desobediência e favorecimento pessoal.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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