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Camionetes furtadas em Cuiabá são recuperadas pela Polícia Civil na fronteira e sete são detidos

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Três veículos roubados foram recuperados pela equipe da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade na manhã desta segunda-feira (17.10). Durante a ação, dois adultos foram presos em flagrante e cinco adolescentes apreendidos pelo crime de receptação.

Informações do Núcleo de Inteligência levaram a equipe da delegacia a um endereço na cidade, onde foram localizados os suspeitos de 23 e 26 anos e os adolescentes de 14,15,16 e 17 anos.

As camionetes foram localizadas em um lava a jato, no bairro Aeroporto. A camionete modelo Hillux prata, ano 2020, foi furtada no dia 04 de outubro, no bairro Quilombo, em Cuiabá. O outro veículo, também Hillux, cinza, ano 2022, foi furtada no diz 12 de outubro, no bairro Popular, também em Cuiabá.

A motocicleta foi localizada em uma residência também no Jardim Aeroporto, e foi objeto de furto ocorrido neste domingo, em Pontes e Lacerda.

Os veículos recuperados e os suspeitos foram encaminhados para a Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade, onde foram autuados pelo crime de receptação.

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“Todos os veículos, provavelmente, seriam enviados à Bolívia para a troca por entorpecentes”, informou o delegado João Paulo Berté.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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