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Autor de duplo homicídio em Querência é preso pela Polícia Civi nesta terça-feira

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O autor de um duplo homicídio ocorrido no último domingo, no município de Querência, na região nordeste de Mato Grosso, foi preso pela Polícia Civil, nesta terça-feira (18), em Ribeirão Cascalheira.

Eris Costa Oliveira, 26 anos, e Francisco Eduardo Sampaio da Paz, 31 anos, foram mortos com disparos de arma de fogo na madrugada do dia 16 de outubro, em uma distribuidora localizada no Setor F, em Querência.

As vítimas foram socorridas por terceiros ao hospital municipal, onde foram a óbito, e a polícia foi acionada sobre a ocorrência. Conforme populares que estavam na distribuidora, as vítimas estavam conversando e começaram a discutir com o suspeito, quando de repente, o homem de 29 anos sacou uma arma de fogo e fez disparos contra Eris e Francisco.

A equipe da Delegacia da Querência realizou diligências e identificou rapidamente o autor do crime, o que permitiu que o delegado Danilo Rodrigues ingressasse, na mesma data em que ocorreram as mortes, com representação na Justiça pela prisão preventiva do investigado.

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Na tarde desta terça-feira, o autor do duplo homicídio fugiu de Querência, pois já tinha conhecimento que estava sendo procurado pela Polícia Civil, e se apresentou na Delegacia de Ribeirão Cascalheira, onde foi cumprido o mandado judicial.

Ele será interrogado sobre o crime e, posteriormente, encaminhado à Penitenciária Regional Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, onde ficará à disposição da Justiça.

“A Polícia Civil tem atuado incessantemente na investigação e solução de crimes ocorridos em nossa cidade, apresentando mais uma vez uma conclusão rápida e com a prisão do criminoso”, pontuou o delegado de Querência, Danilo Rodrigues.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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