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Acadepol inicia Curso de Piloto Operacional de Aeronave Remotamente Pilotada

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Academia de Polícia (Acadepol), iniciou o 1º Curso de Piloto Operacional Aeronave Remotamente Pilotada (RPAS) – Classe 3 da PJC/MT, na terça-feira (22.11), em Cuiabá para 140 alunos inscritos.

O curso objetiva capacitar os policias civil para pilotar aeronave remotamente pilotada, popularmente conhecida como “drone”, dedicado ao auxílio das atividades policiais como investigações, levantamentos prévios, cumprimentos de mandado de prisão, buscas e apreensões, entre outras atividades.

O curso é dividido em duas fases, sendo a primeira realizada na modalidade EAD (ensino a distância) com 20 horas-aula, e previsão para finalizar no dia 30 de novembro. Serão disponibilizados videoaulas, apostilas, além da formação de grupo de estudo com tira dúvidas utilizando mensagens instantâneas.

Os temas abordados serão: Fundamentos e conceitos; Regulamentação e Legislação; Sistemas, Arquitetura e Componentes; Fundamentos Aeronáuticos e Segurança Operacional; Teoria de Voo e Aerodinâmica; Medidas de Segurança e Prevenção; e Fundamentos de Baterias e Radiofrequência. Ao final os alunos realizarão uma prova para avaliar o aprendizado.

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Já a segunda etapa inicia no dia 5 de dezembro, com a mesma carga horária, na Acadepol, onde serão realizadas aulas práticas para os alunos desenvolverem voos e manutenções preventivas em aeronaves trainee e semiprofissional.

As aulas contarão com oficina básica como: preparar a aeronave, controlar as aeronaves de treinamento em diversas atividades, experimentar os efeitos aerodinâmicos enfrentados em situação real, realizar procedimentos de emergência, praticar todas as verificações de segurança antes e depois do voo, planejar rotas de voo, entre outras.

O objetivo do curso é orientar os policiais civis para atuarem de forma padronizadas, evitando danos as aeronaves e utilizarem dentro das legislações do órgão nacionais como a Agência Nacional de Telecomunicações, Agência Nacional da Aviação Civil e Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

Fonte: PJC MT

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PL 3574/2024 endurece punições para motoristas alcoolizados, mas enfrenta desafios jurídicos para sair do papel

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O Projeto de Lei 3574/2024, de autoria do deputado Gilvan Maximo, reacende um debate sensível no país: o endurecimento das punições para motoristas que dirigem sob efeito de álcool e provocam acidentes com vítimas. A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, amplia significativamente as sanções administrativas e financeiras nesses casos, prevendo multas elevadas, suspensão prolongada da CNH e responsabilização direta pelos custos das vítimas.

Pelo texto, condutores que causarem morte ao volante sob efeito de álcool poderão sofrer multa multiplicada em até 100 vezes e perder o direito de dirigir por até 10 anos. Em situações de invalidez permanente, a penalidade também é rigorosa, com multa elevada e suspensão da habilitação por cinco anos. Além disso, o projeto estabelece que o infrator deverá arcar com despesas médicas e indenizações durante o período de recuperação da vítima. A proposta encontra respaldo em um forte apelo social. Em um país onde acidentes de trânsito ainda figuram entre as principais causas de morte, o endurecimento das regras é visto por muitos como resposta à sensação de impunidade. Especialistas apontam que medidas mais severas podem ter efeito pedagógico e contribuir para a redução de condutas de risco, sobretudo quando associadas à fiscalização eficiente. No entanto, o projeto também apresenta fragilidades jurídicas que podem comprometer sua efetividade. Um dos principais pontos de atenção está na forma como a responsabilização financeira é descrita. Trechos que tratam de indenizações vinculadas à renda ou à previdência do infrator levantam dúvidas quanto à constitucionalidade e à viabilidade prática de execução. Há ainda o risco de sobreposição com normas já existentes no Código de Trânsito Brasileiro e na legislação penal, o que pode gerar conflitos de interpretação e judicialização.

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Outro desafio é garantir que o endurecimento das penalidades não se limite ao papel. Sem fiscalização consistente e estrutura adequada para aplicação das sanções, há o risco de a proposta se tornar mais um dispositivo de difícil implementação, sem impacto real na redução dos acidentes. Em análise geral, o PL 3574/2024 surge como uma resposta política alinhada ao clamor popular por mais rigor no trânsito. No entanto, seu avanço dependerá de ajustes técnicos que assegurem segurança jurídica e aplicabilidade. O equilíbrio entre punição efetiva e viabilidade legal será determinante para que a proposta deixe de ser apenas simbólica e se transforme em instrumento concreto de prevenção.

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