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PF diz que ex-secretário e lobista lideravam transporte de cocaína

Redação
Redação abr 20

O ex-secretário Nilson Borgato e o lobista Rowles Magalhães são apontados como líderes da quadrilha de tráfico internacional de cocaína.

Coordenador da Operação Descobrimento, que investiga uma quadrilha do tráfico internacional de cocaína, o delegado Adair Gregório, da Polícia Federal da Bahia, afirmou, na tarde desta terça-feira (19), que o advogado Rowles Magalhães é um dos chefes da organização criminosa.

O lobista foi preso em São Paulo, na manhã desta terça, na deflagração da operação policial.

A ação policial, que começou em Salvador (BA), se desdobrou em Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Pernambuco.

Em entrevista, o delegado Adair Gregório disse que Rowles é um dos principais integrantes da organização criminosa, dividindo a liderança com uma outra pessoa, cujo nome não foi informado.

Ex-assessor especial da gestão do ex-governador Silval Barbosa, Rowles Magalhães ganhou notoriedade, no ambiente político, ao denunciar, em 2012, um esquema de pagamento de propina no contexto da licitação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações da Operação Descobrimento começaram após a apreensão de 535 kg de cocaína, em um jato executivo pertencente a uma empresa portuguesa ligada a Rowles Magalhães, em fevereiro do ano passado, em Salvador.

O delegado da PF baiana disse que Rowles e o ex-secretário de Estado, Nilton Borgato, preso em Cuiabá por participação no esquema, seriam os responsáveis pelo transporte da droga para a Europa.

Adair Gregório acrescentou que essa seria a quarta ou quinta remessa internacional de cocaína feita pela quadrilha. 

Alem de Rowles Magalhães e Nilton Borgato, também foi presa a ex-namorada de Rowles, a doleira Nelma Kodama, primeira delatora da Lava Jato.

Ela estava em um hotel de luxo em Portugal, quando o mandado foi cumprido. 

Conforme a PF, todos os mandatos são de prisão preventiva, e onde os alvos ficarão custodiados – se em Cuiabá, São Paulo ou Bahia – ainda depende de decisão judicial.

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