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Estudante abandona curso de moda para embalsamar cadáveres

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Rachel Carline era estudante de moda e optou por trabalhar em uma funerária
Reprodução/Instagram 18.06.2022

Rachel Carline era estudante de moda e optou por trabalhar em uma funerária

Trocar de profissão em algum momento da vida é algo completamente comum na vida das pessoas, mas a britânica Rachel Carline, de 32 anos, foi além: ela decidiu abandonar o curso de moda na cidade de Rochdale, ao nordeste da Inglaterra, para trabalhar como embalsamadora de cadáveres em uma funerária.

A virada na vida de Rachel aconteceu aos 20 anos de idade, mas ela lembra que a primeira vez que pensou na possibilidade de entrar nessa profissão foi com apenas sete anos, quando viu sua avó paterna dentro de um caixão e ficou preocupada que ela “não parecia tão bem” ali. Ela procurou um como embalsamadora escrevendo cartas para funerárias antes de conseguir um cargo administrativo em uma empresa.

“Embora seja difícil e emocionante, também me sinto honrada por estar nesta posição”, disse Rachel em entrevista ao Metro.uk. “Me sentir assim me leva a ter certeza de que farei tudo o que estiver ao meu alcance para apoiar as famílias em um momento muito difícil”, se orgulha.

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Especialista no assunto, ela foi a responsável por embalsamar algumas das vítimas do terror na Manchester Arena, atentado terrorista que ocorreu em 2017, no Reino Unido, em que um homem bomba acionou duas explosões no exterior do estádio após um show da cantora pop norte-americana Ariana Grande. 

Rachel já cuidou de milhares de corpos, inclusive de seu avô Dave Phillips, que morreu aos 76 anos, em 2015, vítima de um câncer de esôfago. Ela conta que, quando o avô ficou doente, Dave piorou, perdeu muito peso e ficou muito frágil.

“Eu cuidei dele e passei muito tempo com ele em suas últimas semanas. Não importa quem seja, eu embalsamei todos como se fossem amigos ou parentes próximos, então o aspecto técnico do procedimento de embalsamamento não pareceu tão diferente. Eu estava muito envolvida em cuidar dele quando ele estava doente em casa, então parecia que a coisa mais natural a fazer era continuar cuidando dele depois que ele morresse”, explicou.

“Fiquei arrasada quando ele morreu. Mas também senti que tinha um tempo extra com ele que ninguém mais teria. Foi uma honra saber que eu faria a última coisa que alguém faria por ele”, confessou.

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O embalsamamento é o processo de preservar um corpo e restaurar a aparência física do falecido, retardando os efeitos naturais da morte. Para que isso acontece, a profissional precisa fazer injeções de soluções químicas nas artérias, tecidos e às vezes órgãos e a drenagem dos fluidos do falecido para retardar a decomposição e dar uma aparência mais pacífica ao cadáver.

“Muitas pessoas pensam que o embalsamamento é apenas fazer cabelo e maquiagem ou preservar o corpo, mas é muito mais. É anatomia, matemática e química. Para calcular a quantidade de fluidos que você precisa, como formaldeído, água e corantes, você precisa saber quanto pesa o corpo, quanto tempo passou desde que a pessoa morreu, quanto tempo até o funeral, além de muitos outros fatores. Mas nós sempre os vemos como uma pessoa inteira, não uma equação.”

Rachel Carline é casada com Simon com quem tem uma filha
Reprodução/Instagram 18.06.2022

Rachel Carline é casada com Simon com quem tem uma filha

Fonte: IG Mulher

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Existe fórmula mágica para melhorar o sexo na menopausa?

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Sair da rotina, além de investir em carinho e atenção, pode melhorar a vida sexual na menopausa
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Sair da rotina, além de investir em carinho e atenção, pode melhorar a vida sexual na menopausa

Não sei você, mas eu vivo correndo atrás de fórmulas mágicas para resolver questões complexas. Quando o assunto é sexualidade feminina , tema que envolve desejos, pensamentos, experiências, moral, costumes, corpo, cérebro, imagine a confusão. A partir da menopausa tudo isso vira um caldeirão de dúvidas, quereres, cobranças e inúmeros desafios. E não existe uma pílula que resolva tudo isso ao mesmo tempo.

O médico Théo Lerner , do Ambulatório de Medicina Sexual da Divisão Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, conversou comigo e deu algumas pistas que ajudam a explicar a complexidade envolvida nesta fase da vida da mulher. Eu e você somos muitas e não estamos sozinhas nesse mar de águas profundas.

Para além dos calores desagradáveis, a menopausa é um momento onde a mulher vai se questionar novamente a respeito da sua identidade , explica o médico. “É mais ou menos como se fosse a adolescência”, compara o ginecologista e sexólogo. A diferença é que a mulher menopausada vai encarar pela frente uma próxima fase da vida cercada de preconceitos e medos, a velhice. 

“Na nossa sociedade a velhice é vista de uma forma muito negativa e muitas acabam vivenciando essa transição de uma forma bem dolorosa”, afirma Théo Lerner, que tanto no Hospital das Clínicas, que é público, quanto no consultório particular, lida com mulheres que precisam de ajuda para tentar melhorar a vida sexual. “Para muitas, a menopausa é o momento que ela diz ‘opa, parei. Está ótimo, não preciso mais’. Para outras vai ser ‘opa, eu vou continuar porque está muito bom'”, relata o médico para demonstrar que somos simultaneamente muito parecidas e muito diferentes umas das outras.

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A preocupação com o engravidar some e começam outras preocupações com o desconforto físico, os desconfortos dos relacionamentos. “Essas vivências acabam impactando na forma como cada mulher vai ver a sexualidade. Se foram relacionamentos ruins, ela vai ter uma visão negativa da sexualidade, se foram relacionamentos gostosos, ela verá de forma agradável”.

Entre as razões que levam muitas mulheres a procurar ajuda de um terapeuta sexual, o médico destaca duas: a falta de desejo sexual e dor durante a penetração.

“Muitas vezes os casais se acomodam, especialmente aqueles que estão em relacionamentos de longo prazo. Assumem uma certa rotina. A mulher já sabe como marido vai procurá-la, eles têm dia e hora mais ou menos certos na semana para ter relações, depois da novela e do jogo de futebol, tudo roteirizado, programado e monótono”, descreve o médico. “Muitas dizem ‘eu preciso ter desejo para segurar o casamento’. Ter desejo é uma obrigação”.

Quanto à dor durante a penetração, o ginecologista explica que, por causa da redução de hormônio circulante na vagina, ela fica mais seca, provocando atrito e, consequentemente, dor. “A regularidade da atividade sexual ajuda a ter lubrificação vaginal, mesmo em mulheres que não fazem nenhum tipo de terapia hormonal”, afirma o sexólogo.

Segundo Théo Lerner, é preciso saber se as estruturas ginecológicas têm algum tipo de alteração ou a falta de lubrificação vaginal acontece porque essa mulher está cansada, não está se excitando, não está muito afim, está sem desejo.

“A mulher deseja muito ser acariciada. Tem razão. A relação sexual não se resume à penetração. Tem todo o preâmbulo, tem todo o carinho, todo o afeto, todo o resto do corpo para ser estimulado”, diz o médico e sexólogo como música para muitos ouvidos femininos. Os meus inclusive.

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“Muitas vezes esse casal que está acostumado a uma relação bem rapidinha, bem burocrática, estaria com vontade de mais coisas, mais aconchego, mas ninguém fala nada um para o outro porque, tanto a mulher quanto o homem, acha que o outro tem obrigação de saber o que ela ou ele quer. Como o outro vai saber?”, questiona Théo Lerner. Neste momento, a primeira e mais importante mudança é na comunicação entre parceiros. Dizer o que quer, os caminhos que dão mais prazer, uma nova posição, envolver fantasias sem forçar a barra de ninguém. Eu, por exemplo, não consigo me imaginar fazendo um streap-teaser, mas você pode gostar.

Nesta longa entrevista que fiz com o doutor Théo Lerner, ele fala dos diferentes tratamentos utilizados para ajudar a facilitar a relação sexual a partir da menopausa. Coisas como a própria reposição hormonal (para quem pode fazer), gel a base de água para ajudar na lubrificação e técnicas de energia como laser, ultrassom microfocado, radiofrequência não ablativa – esses últimos, tratamentos não acessíveis na rede pública e que em se tratando da vagina devem ser aplicados com muito cuidado e, claro, por profissionais habilitados.

A conversa com o médico e sexólogo tem um pouco mais de uma hora duração. Nos primeiros cinco minutos está tudo escuro porque euzinha me enrolei na hora da transmissão. Mas vale a pena. Modéstia à parte, é uma conversa bem esclarecedora sobre diferentes aspectos da sexualidade feminina nesta fase confusa da vida. No final, uma coisa ficou bem clara para mim: não existe fórmula mágica quando o assunto é sexo. Nem para os homens.


Fonte: IG Mulher

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