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MT perde ritmo na geração de emprego, aponta Caged

Redação
Redação abr 07

A empregabilidade em Mato Grosso perdeu ritmo quando comparada ao mesmo período do ano passado. De janeiro a fevereiro deste ano foram abertas 23.575 novos postos de trabalho ante 24.452 em 2021, redução de 3,58% no comparativo.

Segundo dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência, mesmo com a retração anual, Mato Grosso ainda apresenta o 4º melhor saldo do País nos primeiros dois meses de 2022.

Avaliando apenas o desempenho do mercado formal em fevereiro, Mato Grosso gerou 8.828 novos postos, saldo da movimentação de 49.617 contratações e 40.789 demissões. Regionalmente, o resultado estadual é o segundo melhor do Centro-Oeste, atrás apenas do apurado em Goiás, com 17.562 vagas criadas.

Todos os cinco maiores setores da economia mato-grossense fecharam o bimestre com saldo positivo na oferta de vagas formais. O maior empregador foi o setor de serviços com 3.673 postos criados. Na sequencia estão comércio com 1.765, indústria com 1.340, construção civil com 1.282 e a agricultura com outras 768 novas vagas.

Ainda sobre o balanço do Caged, chama à atenção a trajetória da empregabilidade no Estado. Em fevereiro de 2020 foram abertas 2.960, em fevereiro de 2021 com o recorde de 11.507 e em 2022 uma queda de 23,28%, ao somar 8.828 vagas.

Entre os maiores empregadores do Estado no período se destacam Cuiabá, com 471 novas vagas, seguida por Sinop, 447 e Rondonópolis, 432.

BRASIL – O Brasil fechou o mês de fevereiro de 2022 com a criação de 328.507 empregos formais, segundo balanço do O saldo de fevereiro foi resultado de 2,013 milhões de contratações e 1,685 milhão de desligamentos. Segundo a pasta foi o melhor resultado para o mês da série iniciada em 2010, perdendo apenas para 2021, quando o saldo foi de 397.915 postos.

De acordo com o secretário executivo do ministério, Bruno Dalcolmo, esta foi a primeira vez que o total mensal de admissões superou 2 milhões de vagas, considerando a série com declarações feitas dentro do prazo. O secretário, entretanto, destacou que o resultado não pode ser considerado estrutural e que a tendência é de redução nas contratações.

“O que vemos aqui em fevereiro de 2022 do ponto de vista das admissões é algo importante a ser notado. Pela primeira vez estamos acima de 2 milhões de contratações. É claro que não é possível se afirmar que é algo estrutural e que permanecerá nesse patamar”, disse. “Temos já registrado que é natural que se espere alguma desaceleração com relação ao nível de contratação do ano passado. É um processo natural, as empresas não continuarão contratando naquele ritmo do ano passado para sempre”, acrescentou.

SALÁRIO – Os dados do novo Caged mostram ainda que o salário médio de admissão em fevereiro de 2022 foi de R$ 1.878,66. O valor é menor que o registrado em janeiro, com um decréscimo de R$ 61,14, o que equivale a uma variação de -3,15%.

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