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Comissão apresenta panorama do dimensionamento da força de trabalho

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A Procuradoria-Geral de Justiça concluirá, até o fim deste mês, a primeira etapa do projeto de Dimensionamento da Força de Trabalho referente à área finalística. O estudo apresentará as reais necessidades de cada Promotoria de Justiça, incluindo o volume de trabalho, a criação ou reorganização de unidades, o remanejamento de cargos, entre outros apontamentos. O projeto foi um dos assuntos discutidos nesta segunda-feira (08), durante reunião dos promotores de Justiça do polo de Alta Floresta com integrantes da Comissão de Apoio Institucional.

A promotora de Justiça auxiliar da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), Claire Vogel Dutra, explicou que o dimensionamento da força de trabalho foi dividido em duas etapas: área finalística, com envolvimento das promotorias e procuradorias, e área meio, com a participação dos órgãos auxiliares e Departamentos da PGJ.“No tocante à área finalística, estamos finalizando um comparativo entre as promotorias que possuem perfis semelhantes e as análises da realidade socioeconômica, além das perspectivas de crescimento de cada uma. O projeto pretende estabelecer critérios objetivos para a solução dos gargalos existentes”, destacou a promotora de Justiça.

O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, informou que existem 17 pedidos para criação de novas Promotorias de Justiça pendentes. Esclareceu, no entanto, que o dimensionamento está sendo realizado de forma geral e que não se restringe aos pedidos já realizados. “O estudo é amplo e não abrange apenas os 17 pedidos de criação de novas promotorias. Com a finalização desse projeto teremos subsídios técnicos para decidir não apenas em relação à criação de novas promotorias, mas também para a implementação de melhorias na área administrativa, realização de concurso público para servidores, contratação de terceirizados, entre outras necessidades”, enfatizou.

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Aproximação – O procurador-geral de Justiça encerra neste semestre a quarta rodada de reuniões da Comissão de Apoio Institucional. Criada em seu primeiro mandato, a iniciativa buscou garantir uma maior aproximação entre a Administração Superior e as Promotorias de Justiça da capital e interior do estado.

A promotora de Justiça Laís Liane Resende, que atua na 2ª Promotoria de Justiça Cível de Alta Floresta, elogiou a iniciativa. “É muito positivo esse contato pessoal com a administração superior. Nessas reuniões recebemos explicações importantes. Às vezes, a leitura de um ato administrativo não possibilita a compreensão de como foi conduzido o processo de estudo para elaboração desse ato. Nessas reuniões conseguimos compreender não só as melhorias e as dificuldades que estão tendo, mas todo um processo”, observou.

O promotor de Justiça Cleuber Alves Monteiro Júnior, que atua em Nova Monte Verde e Apiacás, enfatizou que as reuniões são importantes “porque possibilitam à administração conhecer a realidade de cada cidade, de cada comarca, de cada promotoria. É extremamente importante conhecer a realidade para traçar planos que contemplem melhorias administrativas e também nas entregas que são feitas à sociedade”, ressaltou.

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“Nessas reuniões de polo temos a oportunidade de levarmos as nossas demandas e conhecermos o planejamento que está sendo realizado pela administração. Antes desta iniciativa ser implementada, às vezes éramos surpreendidos com modificações que afetavam a nossa vida e que a gente não tinha a menor ideia que aconteceriam. Hoje, além de ter essa facilidade de levar os nossos problemas, a nossa realidade do dia a dia do interior que se difere muito daquela que a administração superior vê na capital, temos esse retorno”, declarou a promotora de Justiça Fernanda Alberton, do município de Alta Floresta.

O promotor de Justiça substituto Phillipe Alves De Mesquita, que atua em Nova Canaã e Colíder, destacou o zelo da administração em ouvir os promotores que atuam no interior do estado. “Esta foi a primeira reunião que participei na modalidade presencial e percebo que ela é realmente bastante produtiva até pelas informações que são prestadas aqui, como pela interação e a possibilidade de ter questionamentos, considerações. A administração tem sido bastante zelosa em nos ouvir e esclarecer as soluções que são adotadas e como serão enfrentados os problemas que são apresentados atualmente”, comentou.

Fonte: MP MT

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CIDADES

Cartilha “Torcida Fica Esperta” é lançada em Cuiabá para promover paz e cidadania nos estádios

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Na manhã desta quinta-feira (21), o auditório da Escola Estadual Militar Dom Pedro II (antigo Médici), em Cuiabá, foi palco do lançamento da cartilha “Torcida Fica Esperta”, uma iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) em parceria com os humoristas Nico e Lau. Voltado para estudantes e torcedores, o material busca conscientizar sobre direitos e deveres previstos na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), promovendo respeito, segurança e harmonia nas arenas esportivas.

Arte, humor e cidadania

A cartilha é ilustrada com personagens da dupla Nico e Lau, que assumem diferentes papéis para explicar, de forma lúdica e acessível, os principais pontos da legislação esportiva. Para o ator J. Astrevo (Lau), o projeto ganha força justamente por dialogar com os jovens:

“A lei trata de direitos e deveres do torcedor, como a segurança, a compra antecipada de ingressos e o combate a crimes como o racismo. É fundamental levar esse debate à juventude, que representa a nova geração de torcedores, para que aprendam a viver a emoção do futebol de forma pacífica.”

Seu parceiro, Lioniê Vitório (Nico), destacou que o humor tem papel pedagógico:

“O trabalho gráfico do designer Rick Milp trouxe uma linguagem leve e clara. Isso ajuda torcedores e torcedoras a compreenderem melhor seus deveres e direitos, principalmente em tempos de intolerância nos estádios.”

O olhar das instituições

Para o promotor de Justiça André Luiz de Almeida, idealizador do projeto, a cartilha reforça o papel do esporte como espaço de convivência cidadã:

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“O objetivo é mostrar ao torcedor seus direitos, mas também os deveres que evitam conflitos. Nico e Lau são ícones em Mato Grosso e, com humor, conseguem traduzir o que a lei prevê de forma lúdica e acessível.”

O Procurador-Geral de Justiça Paulo Prado ressaltou a importância da parceria entre Ministério Público e cultura:

“Queremos orientar, prevenir e esclarecer. E nada melhor do que contar com artistas que há 30 anos encantam o público com humor pedagógico.”

Já o coronel Sandro dos Santos Caillava, diretor da Escola Dom Pedro II, avaliou que a cartilha chega em um momento necessário:

“Vivemos numa sociedade tensionada. O esporte e o humor ajudam a diminuir conflitos. A cartilha é objetiva, colorida e atraente, alcançando diferentes idades. Além da versão impressa, também poderá ser digitalizada, ampliando o alcance.”

A voz da juventude

Os estudantes presentes também reconheceram a importância do material. Júlia Heloísa, do 1º ano, disse que a experiência trouxe consciência:

“Percebi que nossos atos têm consequências. O show e a palestra foram incríveis e ensinaram lições que levarei para a vida.”

Já Gabriel Miranda, do 2º ano, destacou a relevância do combate ao racismo nos estádios:

“É importante ter uma cartilha que nos lembre sempre de fazer o certo e não praticar discriminação.”

Para Isaac Paulo, também do 2º ano, a iniciativa pode ir além das escolas:

“Esse projeto incentiva a não praticar bullying e a levar a paz também para outros espaços da cidade.”

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Educação e esporte caminhando juntos

Durante a palestra, Paulo Prado reforçou que a escola não deve ser apenas espaço de conhecimento formal, mas também de convivência e cidadania:

“Quando aliada a práticas inclusivas, a educação estimula o respeito à diversidade, fortalece a autonomia e prepara as pessoas para a vida em sociedade.”

Direitos e deveres do torcedor

A cartilha sintetiza os principais pontos da Lei Geral do Esporte:

  • Direitos: ingressos numerados, segurança antes e depois dos jogos, transporte organizado, acessibilidade, higiene das instalações e alimentos em boas condições.
  • Deveres: não portar objetos perigosos, não entoar cânticos ofensivos, não invadir o campo e não praticar ou incitar violência.

Também reforça o combate aos crimes de racismo, cambismo, falsificação de produtos e tumultos em arenas. O torcedor que infringir a lei poderá ser punido com sanções civis e penais, além de restrições de acesso a eventos esportivos.

Distribuição estadual

Com tiragem inicial de 2 mil exemplares, a cartilha será distribuída gratuitamente em escolas e nas sacolas oficiais do estado de Mato Grosso. Além da versão impressa, haverá disponibilização digital nas redes sociais e no site do Ministério Público.

O lançamento foi marcado por palestras, apresentações culturais e muito humor, mostrando que cidadania, esporte e cultura podem caminhar juntos para transformar a experiência do torcedor e promover a paz nos estádios.

Colaborou, Luiz Henrique Menezes

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