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União reduz parte na Petrobras e avança com projeto de privatização

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Avança no governo projeto para privatizar a Petrobras com diluição de participação da União
Ivonete Dainese

Avança no governo projeto para privatizar a Petrobras com diluição de participação da União

O governo Jair Bolsonaro está na fase final de elaboração de um projeto de lei para tentar avançar na discussão de privatização da Petrobras. Como antecipou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, o assunto está sendo liderado pelo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachida.

A discussão ocorre em meio a mais um reajuste no preço dos combustíveis, que jogou pressão sobre a estatal. A Petrobras virou alvo do governo e do Congresso, que elabora medidas para conter os reajustes e “enquadrar” a diretoria da empresa.

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Para defensores da medida, o aumento de preços anunciado na sexta-feira (17) cria um ambiente político favorável ao tema no Congresso. Segundo esse entendimento, um dos motivos é que uma Petrobras privada tiraria o foco das discussões sobre preços dos combustíveis.

Além disso, integrantes do governo, o projeto pode servir para alimentar o discurso do presidente de que está fazendo algo para solucionar o problema. O projeto também pode acalmar o mercado.

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A possibilidade de o Congresso avançar nesse tema num ano eleitoral, porém, é dúvida. Bolsonaro já admitiu que um processo de privatização demoraria quatro anos pelo menos.

Após Petrobras: Refinaria privada da Bahia também aumenta preços do diesel A data do envio do projeto ao Congresso depende de discussões com os parlamentares e também do aval de Bolsonaro.

O governo avalia um modelo parecido com a da privatização da Eletrobras: a diluição da participação da União a menos de 50% das ações. No caso da Petrobras, porém, não seria necessária uma capitalização.

Pelos planos da equipe econômica, bastaria levar a empresa para o Novo Mercado da B3, convertendo as ações preferenciais da Petrobras (priorizadas na distribuição de dividendos, mas sem direito a voto) em ações ordinárias (com direito a voto na assembleia de acionistas).

Esse movimento tiraria o controle da empresa das mãos do governo. Um trecho do projeto obtido pelo GLOBO diz que a Petrobras fica “autorizada a converter todas as suas ações preferenciais em ações ordinárias, na forma da legislação societária”.

O aval do Congresso Nacional é necessário porque a legislação atual proíbe o governo de se desfazer do controle sobre a Petrobras. Para arrecadar recursos, o governo venderia ações detidas pelo BNDES.

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Embora o projeto esteja avançado, ainda há a possibilidade da União sair do controle por meio venda direta de ações e alguns técnicos defendem também haja a venda de partes da empresa onde ela é monopolista (como no refino).

A empresa foi incluída no Programa de Parceria de Investimentos (PPI, que cuida das privatizações e concessões do governo) no início de junho, após Sachsida assumir o MME.

A principal preocupação com o projeto é não trocar um monopólio público por um privado. Para o governo, é a falta de concorrência no refino que gera preços altos. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já mandou a Petrobras se desfazer de várias refinarias, mas calendário está atrasado.

A Petrobras tem 7.442.454.142 ações ordinárias, sendo 50,30% detidas pela União. São ainda 5.602.042.788 de ações preferenciais, sendo 18,4% do BNDES, 9,63% com ADRs, 39% de investidores estrangeiros e 33,3% de demais pessoas físicas e jurídicas.

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ECONOMIA

Dia dos Pais deve incrementar em 18% as vendas no comércio da Capital

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Pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), através de seu núcleo de inteligência de mercado com 250 pessoas, no período de 18/07 a 22/07, mostra que 93,6% dos entrevistados pretendem ir às compras para presentear no Dia dos Pais, já 6,4% não pretendem, sendo o principal motivo a falta de recursos financeiros. Com essa perspectiva, a entidade estima que as vendas do período devem crescer 18%, na Capital, ante igual momento do ano passado.

Em relação ao presente que irão comprar, os principais são itens de: Vestuário e acessórios Masculino (moda): 38,2%, perfumes: 23,3%, calçados: 17%, alimentos e bebidas: 5,9%, joias/relógios: 4,9%, telefonia/smartphone: 2,4%, livros/livraria: 1,4%, artigos esportivos: 1,4%, outros: 3,5% e não sabe: 1,0%.

Já questionados sobre a quantidade de itens que irão comprar, os que responderam um presente foram 77,6%, dois presentes: 18%, três presentes: 3,6%, quatro presentes e acima: 0,8%, sendo que o valor do ticket médio, daqueles que pretendem gastar, ficou em R$ 267,45.

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“Diante disso, os dados da pesquisa apontam um crescimento nas vendas de 18,2%, quando comparado com 2021”, pontuou o superintendente da CDL Cuiabá e responsável pela pesquisa, Fábio Granja.

Sobre as formas de pagamento, 52,2% pretendem pagar à vista e 47,8% parcelado, utilizando como principais meios o cartão de crédito: 39,6%, dinheiro: 25,2%, cartão de débito: 22,8%, crediário: 7,6%, pix/transferência: 4,4% e outros: 0,8%.

LOCAL DE COMPRAS – Os locais de compras apontados como preferidos foram os shoppings centers: 35,6%, seguido de lojas no Centro da cidade: 31,8%, lojas próximas nos bairros onde mora: 15%, internet (sites on-line): 8,2%, vendedores avulsos: 6%, mídias sociais: 1,1% e outros: 2,3%.

A maioria disse também que irá presentear o pai: 64,4%, esposo: 16,4%, sogro: 6,5% e outros: 12,7% e que ainda não começou a pesquisar o presente: 62,9%, contra 30,6% que já está pensando no item que irá dar e 6,6% que já comprou o mimo.

Questionados sobre quando pretendem começar a pesquisar, 59,3% responderam que na véspera da data, 20,8% disseram que 15 dias antes, 15,6% no prazo de sete dias antes e 4,3% a partir de agora.

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Já sobre onde costuma fazer as pesquisas antes de comprar, 61,3% disseram que indo pessoalmente na loja, 15,3% em sites de buscas, 13,5% nas redes sociais, 8,8% sites e-commerce, 0,4% comparador de preços e 0,7% outros.

“O Dia dos Pais é uma das principais datas do varejo brasileiro, tão aguardada pelos lojistas, já faz com que o comércio de Cuiabá se encontre preparado para recepcionar os clientes. As variedades de presentes são extensas, assim como os canais, locais de compras e formas facilitadas de pagamentos. Esperamos movimentar bem a economia local para fortalecermos as empresas da Capital e, consequentemente, continuar gerando mais oportunidades de emprego e renda”, finalizou Granja.

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