CUIABÁ

ECONOMIA

Leite fica 26% mais caro e sustenta variação cesta básica em Cuiabá

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A primeira semana de julho registrou aumento de 0,58% no valor da cesta básica cobrado em Cuiabá. A alta sobre a semana anterior – a última de junho – fez o preço dos mantimentos, considerados essenciais para uma família de até quatro pessoas, custar R$ 698,71. De acordo com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF/MT), a elevação no preço foi impulsionada pelo leite, que segue em alta desde a primeira semana do mês de maio.

É o que mostra o estudo, onde o produto lácteo apresentou elevação semanal de 3,68% e já chega a 26% no acumulado desde o início de maio, saindo de R$ 6,20 para R$ 7,84 a média do litro do leite. Outro item que demonstrou alta foi a manteiga, com uma variação de 2,84%, acompanhando o crescimento do seu insumo principal.

Além deste item, a batata que apresentava queda desde a terceira semana de junho, nesta semana registrou alta de 3,85% no comparativo semanal. Segundo o levantamento do IPF/MT, 53% dos alimentos que compõem a cesta básica contribuíram para a alta semanal.

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O diretor de Pesquisas do IPF/MT e superintendente da Fecomércio/MT, Igor Cunha, também destacou a elevação no preço da cesta após três semanas de queda. “Um dos fatores que elevaram o valor da cesta básica foi o leite, que apresenta alta desde a primeira semana de maio, assim como a manteiga, que acompanha os aumentos do seu insumo principal desde maio, impactando no crescimento da cesta básica”.

Ainda segundo análise do Instituto, a farinha de trigo – que antes sofria impacto com a elevação de preço, decorrente do conflito entre Rússia e Ucrânia –, além do feijão e óleo de soja estão apresentando queda em seus preços, diminuindo o efeito inflacionário sobre o custo da cesta básica.

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AGRO & NEGÓCIOS

Geopolítica, crise no agro e cenário nacional pautam encontro da Aprosoja em Primavera do Leste

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Na quinta-feira (07), o Aprosoja Mato Grosso realizou, no Sindicato Rural de Primavera do Leste, um encontro voltado à discussão dos desafios enfrentados pelo agronegócio brasileiro diante do atual cenário econômico, jurídico e geopolítico mundial.


O evento reuniu produtores rurais, lideranças do setor e especialistas, tendo como um dos principais destaques a palestra do cientista político HOC, que apresentou uma análise sobre os impactos da geopolítica internacional na economia global e nos reflexos diretos sobre o Brasil.

Durante a palestra, HOC destacou que o mundo vive uma transformação profunda nas relações comerciais e estratégicas entre países, especialmente após a pandemia e os conflitos internacionais recentes. Segundo ele, questões como a disputa entre Estados Unidos e China, guerras no Oriente Médio, segurança energética, fertilizantes, alimentos e cadeias produtivas deixaram de ser apenas temas econômicos e passaram a ser pautas geopolíticas. O palestrante ressaltou ainda que o Brasil ocupa hoje uma posição estratégica no mundo por reunir fatores considerados essenciais para as próximas décadas, como produção de alimentos, energia renovável, reservas minerais e grande capacidade territorial.

“O Brasil vive uma janela de oportunidade rara. O mundo inteiro olha hoje para a América do Sul como uma região estratégica, principalmente pela segurança alimentar e energética”, pontuou durante a apresentação.

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Outro destaque do encontro foi a apresentação do presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, que fez um balanço das principais dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo nos últimos anos.

Entre os temas abordados estiveram:

  • alta dos juros e endividamento rural;
  • dificuldades no acesso ao crédito;
  • insegurança jurídica;
  • invasões de terra;
  • regularização fundiária;
  • Moratória da Soja;
  • custos elevados de fertilizantes;
  • logística e infraestrutura;
  • cobrança do FETAB;
  • além dos impactos causados pela quebra de safra em Mato Grosso.

Lucas Beber também apresentou ações desenvolvidas pela entidade junto ao Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Congresso Nacional, STF e órgãos reguladores, buscando minimizar os impactos econômicos e jurídicos enfrentados pelos produtores.


Produtores rurais presentes no encontro também demonstraram preocupação com o atual cenário político e econômico do país. Nas entrevistas realizadas durante o evento, muitos defenderam maior segurança jurídica, estabilidade econômica, incentivo à produção e mais representatividade do setor produtivo nas decisões nacionais.

O produtor rural José Nardes destacou a necessidade de fortalecimento do agro diante das dificuldades enfrentadas pelo setor. Já o produtor Nereu Carlos Parmigiani afirmou que o agronegócio segue sendo um dos pilares da economia brasileira mesmo em períodos de instabilidade econômica.


Para os participantes, o encontro promovido pela Aprosoja Mato Grosso serviu como espaço de reflexão sobre os rumos do Brasil, especialmente em um momento em que questões internacionais passam a impactar diretamente o cotidiano do produtor rural brasileiro.

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