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Em meio à alta dos combustíveis, aprenda a poupar até 25%

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Veja dicas para economizar na hora de encher o tanque
Felipe Moreno

Veja dicas para economizar na hora de encher o tanque

Cada centavo faz a diferença: com os valores nas bombas de combustíveis acelerando numa intensidade cada vez maior, e agora com mais um reajuste da gasolina e do diesel – que sofreram altas de 5,18% e de 14,25% , respectivamente – pequenas condutas podem amenizar o consumo dos veículos, e dar algum alívio aos motoristas na hora de abastecer.

Antes de tudo, é preciso lembrar que cada veículo tem parâmetros de consumo tanto para o tráfego dentro da cidade, quando o gasto de energia é mais intenso, quanto nas estradas, que possibilitam a chamada “velocidade de cruzeiro”. Esses detalhes, caso a caso, são determinados pela montadora, como explica o especialista Técnico de Educação Profissional do Senai, Adilson Dantas.

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“Se o condutor não consegue manter a média indicada no trânsito, é preciso avaliar o combustível e a forma de condução, que são fundamentais para que o gasto fique dentro do estabelecido pelo fabricante”, afirma.

Essas boas práticas, algumas já velhas conhecidas dos condutores, podem fazer a diferença no valor final. É o caso, por exemplo, do uso do ar condicionado, um dos principais vilões do consumo de combustível. Manter o aparelho desligado pode fazer o motorista poupar até 25%, segundo o engenheiro Mecânico e de Automóveis Marcio D’Agosto, professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ.

“O ar condicionado precisa de muita energia para acionar o compressor para que a refrigeração funcione de maneira satisfatória”, explica.

Mas a lógica só vale quando o motorista está trafegando dentro da cidade, onde o trânsito é mais intenso e inconstante, com mais paradas. Em rodovias, por exemplo, o cenário muda, como detalha Dantas.

“Nas estradas, quando o motorista está com velocidade mais estável, o ar condicionado vale a pena, porque o gasto se dilui no consumo geral”, afirma.

Já D’Agosto lembra que nas estradas ou vias expressas, onde uma velocidade mais alta é permitida, é menos vantajoso dirigir com as janelas abertas:

“Com os vidros fechados, a resistência aerodinâmica é reduzida, e a economia de combustível pode chegar a 10%.”

Pé leve? Depende

Outra estratégia que faz parte da rotina de muitos motoristas é a redução da velocidade média. Muitos caminhoneiros adotam a prática, ainda que isso torne as viagens mais longas. Para os especialistas, no entanto, a condução mais lenta não necessariamente faz o veículo poupar combustível.

O que interfere é se a velocidade é estável num determinado trecho, evitando acelerações e frenagens bruscas.

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“O motorista precisa manter a rotação do motor na faixa de 2 mil RPM (rotações por minuto), trocando a marcha de maneira correta para ficar nesse nível. Isso também vale para veículos pesados, mas no caso do ônibus e caminhões, é preciso olhar o que o fabricante indica”, diz o professor da UFRJ.

Veículos automáticos, lembra, são teoricamente já programados para cumprir a lógica de menor consumo, mas é preciso prestar atenção se o carro foi bem regulado e avaliar nas manutenções. No caso dos carros convencionais, cabe ao motorista a boa condução:

“A curva de consumo de combustível tem um ponto onde o consumo é mínimo, que é justamente a rotação que precisa ser mantida para que esse consumo mínimo aconteça. Se você acelera o motor, ele dispara as rotações. O que a marcha faz é justamente controlar a rotação em função da velocidade que você está trafegando.”

O professor da UFRJ lembra também que, além da direção eficiente, que pode resultar numa economia de 5% a 20%, a manutenção em dia é essencial. Filtros de ar e combustível devem ser limpos com frequência e velas precisam ser trocadas, seguindo as recomendações do fabricante, e os pneus devem ser mantidos na calibragem recomendada.

Além disso, peso excessivo deve ser retirado do porta-malas: a carga desnecessária sobrecarrega o veículo, que precisa de mais força para acelerar, e, por isso, consumir mais combustível.

Já o peso do tanque, é relativo. Para D’Agosto, abastecer menos, e portanto, trafegar com o carro mais leve, não impacta numa grande vantagem, principalmente se o motorista eventualmente calcular mal o consumo e ficar sem combustível. Já Dantas complementa que o abastecimento deve acompanhar o consumo:

“O tanque precisa estar na medida da sua necessidade. Ficar com o tanque cheio e não usar é carregar peso desnecessário, mas trafegar com pouco combustível também é perigoso e pode comprometer o desempenho do veículo.”

Para ambos os especialistas, o motorista precisa, sobretudo, abastecer em postos confiáveis, para evitar combustíveis adulterados ou de má qualidade, o que pode comprometer a mecânica do veículo, e acompanhar o consumo:

“Basta anotar a quilometragem feita e o volume de combustível. Quanto maior a taxa de km por litro, melhor”, diz o professor da UFRJ.

Como poupar combustível? Constância e fluidez

A condução em velocidade baixa não necessariamente aumenta a economia de combustível. Os especialistas explicam que, na verdade, o que importa é a constância, sem que o condutor fique acelerando ou freando bruscamente, o que aumenta o consumo de combustível.

Marcha na hora certa

Alinhada a evitar o freio ou aceleração repentina, troque a marcha na hora certa, para que a rotação no motor se mantenha na faixa de 2 mil RPM (rotações por minuto), quando o consumo de combustível é reduzido. No caso de veículos pesados, como ônibus e caminhões, é preciso checar quais são as determinações da montadora, que sinaliza os limites no painel.

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Manutenção em dia

É importante seguir as orientações do manual do fabricante, respeitando os prazos para troca de componentes, como velas e filtros de ar e de óleo.

Pneus calibrados

Os pneus também devem receber atenção. Normalmente, o fabricante determina na parte interna da tampa de abastecimento qual a calibragem indicada se o carro estiver apenas com o motorista ou com a capacidade total de passageiros. Calibre com frequência: pneu murcho geram mais área de atrito do carro com a pista, além de se deformarem mais, gastando mais energia.

Peso extra

Pare de usar o porta-malas como um “estoque” de coisas que podem ser usadas em situações esporádicas: peso em excesso e desnecessário fazem o carro precisar de mais força para acelerar, e, por isso, consumir mais combustível.

Ar condicionado desligado

Trafegar com o ar desligado quando estiver rodando dentro da cidade é uma estratégia valiosa. Isso porque o aparelho puxa mais energia do motor para acionar o compressor para que a refrigeração aconteça. Se estiver trafegando em estradas, com uma velocidade mais alta e constante, o impacto é menor.

Janelas abertas ou fechadas?

Em estradas ou vias expressas, onde o motorista pode trafegar em velocidades mais altas, o indicado é que as janelas sejam mantidas fechadas. Isso porque o vidro aberto aumenta a resistência aerodinâmica do veículo, que passa a gastar mais energia.

Ponto morto em ladeira, a “banguela”

Nas descidas, conduzir em ponto morto, prática conhecida como “banguela”, além de perigoso, não traz economia. Os especialistas apontam que isso pode provocar desgaste excessivo no sistema de freio, principalmente em veículos mais pesados, o que pode gerar inclusive custos adicionais. O certo é descer com o veículo engrenado.

*Fonte: Marcio D’Agosto, professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ e Especialista Técnico de Educação Profissional do Senai. 

Redução de consumo de combustível

  • Ar condicionado desligado: cerca de 25%
  • Janelas fechadas quando a velocidade mais alta, driblando resistência aerodinâmica: 10
  • Direção eficiente (evitando aceleração e frenagem busca, manutenção preventiva): de 5 a 20
  • Pneus em boas condições: 5%
  • Retirar peso excessivo do veículo: 5%

*Fonte: Marcio D’Agosto, professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ.

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ECONOMIA

Pesquisa aponta otimismo em níveis pré-pandemia, em Cuiabá

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O segundo semestre de 2022 começou com bons indicadores da pesquisa que monitoram a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em Cuiabá. O índice de julho atingiu 81,1 pontos, nível 4,7% superior ao verificado no mês anterior e 21% maior que o apontado em julho do ano passado. Além disso, a pontuação voltou a registrar índice pré-pandêmico, depois de contabilizar o sétimo mês consecutivo de aumento no indicador.

A pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise Fecomércio Mato Grosso (IPF/MT) mostra, ainda, que o índice já acumula alta de 11,1% de janeiro a julho, o que revela um cenário positivo em relação ao consumo para o segundo semestre do ano.

O presidente da Fecomércio/MT, José Wenceslau de Souza Júnior, também destaca a melhora da pesquisa, visto o aumento da geração de emprego no País. “Uma das causas para o crescimento contínuo da pesquisa tem a ver com o maior número de pessoas empregadas, que já soma um saldo de 1,3 milhão de novos trabalhadores em todo o País com carteira assinada e dispostas a consumir”.

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Entre os subíndices avaliados na Capital, a maioria apresentou um resultado positivo na variação mensal, com destaque no indicador da Perspectiva do Consumo e o Nível de Consumo Atual, com 11,9% e 8,6% de aumento, respectivamente. Entretanto, o único subíndice que apresentou variação negativa foi o de Compra a Prazo (Acesso ao Crédito), registrando uma variação mensal de -2,8%, podendo estar relacionado à alta da taxa de juros.

“Começamos o segundo semestre de 2022 com muito otimismo, tendo em vista que desde janeiro só registramos crescimento no Índice de Intenção de Consumo das Famílias e em julho já batemos recorde no ano. Isso demonstra que mesmo com os fatores externos influenciando a economia e a alta da taxa de juros, o consumo continua animado na Capital mato-grossense”, explicou Wenceslau Júnior.

Segundo o IPF/MT, o ICF da Capital está acima da média nacional, que registrou 80,7 pontos, que também vem acumulando consecutivos aumentos. “Ou seja, mesmo com a pesquisa sendo realizada na Capital somente, é possível ver os sinais de crescimento no consumo em todo o Estado”, concluiu o presidente da Fecomércio/MT se referindo às operações de crédito no Estado para pessoas físicas, que chegou a mais de 103 bilhões em abril de 2022, segundo o Banco Central.

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