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Combustível faz brasileiro gastar mais com transporte que alimentação

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Em apenas três meses, brasileiro gastou quase R$ 40 a mais com transportes no mês
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Em apenas três meses, brasileiro gastou quase R$ 40 a mais com transportes no mês

Os brasileiros gastaram R$ 39 ou 14% a mais com transportes entre dezembro e março, segundo levantamento do PicPay. Em dezembro, o gasto médio com a categoria foi de R$ 271 ante R$ 310 em março deste ano. A alta pode ser explicada pelo  aumento nos combustíveis no mesmo período. Além do gasto com abastecimento, a categoria também contempla custos com aplicativos de mobilidade, pedágio e transporte público.

De acordo com a Ticket Log, empresa de gestão de frotas, a gasolina era vendida por R$ 6,89 por litro no país, hoje bate R$ 7,24. O valor médio do litro do diesel nos postos atingiu R$ 5,612 em dezembro, hoje custa R$ 6,886. Os valores não levam em consideração o último reajuste da Petrobras , anunciado na sexta-feira (17).

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Em contrapartida, o levantamento revela que os brasileiros economizaram R$ 103 (-14%) com  alimentação , item de maior peso no orçamento e que abrange o consumo em bares, restaurantes e supermercados. Em dezembro, foram gastos R$ 731, já em março, R$ 628. O comportamento pode ser uma tentativa de equilibrar as contas diante da alta da inflação no período, o efeito sazonal ou uma consequência da perda do poder de compra. O quesito educação também teve corte de R$ 44 (-18%). Em dezembro, o gasto foi de R$ 246 contra R$ 202 em março.

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Outros movimentos que chamaram a atenção foram os aumentos em compras, alta de R$ 24 (12%), e nas despesas com TV/Internet/Telefone, mais R$ 32 (35%). O valor despendido com compras era R$ 203 e passou a R$ 227, enquanto o de TV/Internet/Telefone era de R$ 92 e foi para R$ 125.

Os dados foram obtidos a partir da análise de mais de 760 mil contas de usuários que deram o consentimento para compartilharem suas informações bancárias via marketplace financeiro do PicPay. Foram analisados e categorizados os débitos contidos nos extratos bancários desses usuários em dezembro do ano passado e em março deste ano. 

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Brasil é 1º no ranking mundial de crescimento das compras online

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Com a pandemia e as lojas físicas fechadas, as vendas online cresceram significativamente em todos os países do mundo.

A grande surpresa, é que especialmente no Brasil, o aumento foi ainda mais significativo. O país que lidera o ranking de crescimento das vendas online, com 22,2% no ano de 2022, e um crescimento estimado de 20,73% ao ano, entre 2022 e 2025.

É o que revela um estudo divulgado pela CupomValido.com.br, plataforma de cupons de descontos online, com dados da Statista sobre as vendas no e-commerce.

De acordo com o estudo, o Brasil possui uma expectativa de crescimento quase duas vezes maior que a média mundial (11,35%), e acima até de países como o Japão (14,7%), o Estados Unidos (14,55%) e a França (11,68%).

Por que o e-commerce no Brasil cresce tanto?

Dois fatores foram cruciais para influenciar o forte crescimento das vendas online no Brasil.

A pandemia é um dos primeiros fatores, pois com as lojas físicas fechadas, fez com que diversos brasileiros passassem a realizar sua primeira compra online. Ao encontrar facilidade na compra, métodos de pagamento instantâneos (como o PIX), e entregas rápidas (diversas lojas com entregas em 1 dia útil), muitos deles se tornaram consumidores recorrentes.

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Um segundo fator, é que o índice de penetração de compras online, ainda é relativamente baixo no Brasil.

Segundo a pesquisa, no Reino Unido, 84% das pessoas realizaram pelo menos uma compra nos últimos 12 meses. Nos Estados Unidos e no Japão, em ambos os países a taxa foi de 77%. E na Alemanha, foi de 74%.

Como boa parte da população, principalmente destes países desenvolvidos, já realiza frequentemente compras online, a taxa de crescimento em potencial tende a ser menor nos próximos anos.

Em contrapartida, no caso do Brasil, apenas 49% da população realizou ao menos uma compra online no último ano. Isto explica o potencial significativo de crescimento que o Brasil ainda possui, ao comparar com os outros países.

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