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Com inflação de 12% em 12 meses, Campos Neto diz que ‘pior já passou’

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‘O pior momento da inflação já passou’, diz presidente do BC
José Cruz/Agência Brasil

‘O pior momento da inflação já passou’, diz presidente do BC

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (27) que o pior momento do processo inflacionário no Brasil já passou. A prévia da inflação de junho ficou em 12% no acumulado dos últimos 12 meses , de acordo com o IBGE. 

Segundo Campos Neto , os últimos dois números da inflação vieram, pela primeira vez, dentro das expectativas. Ou seja, não houve surpresas de alta nos preços.

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“A gente ainda tem no Brasil um componente de aceleração da inflação, mas os últimos dois números foram, pela primeira vez, dentro da expectativa. A gente acha que o pior momento da inflação no Brasil já passou”, disse o presidente do BC no Fórum Jurídico de Lisboa.

Em sua fala, o presidente do BC ressaltou que a discussão sobre inflação se inicia com o tema de energia, como combustíveis, e alimentos, mas que a alta nos preços já está disseminada entre outros produtos, inclusive no Brasil.

Com isso, governos ao redor do mundo e no Brasil tem feito medidas para atenuar essas altas para o consumidor. No caso brasileiro, Campos Neto ressaltou que o governo está estudando algumas medidas e o BC precisa aguardar e entender qual será o efeito delas no processo inflacionário.

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De acordo com o presidente do BC, muitos países estão fazendo políticas descoordenadas nesse sentido e isso pode gerar uma queda de investimentos nesses setores.

“Essa falta de coordenação está gerando uma queda em investimento tanto em energia quanto em alimentos. A gente precisa entender que quem produz alimentos e energia não é o governo, é o setor privado e o governo tem que funcionar, tem que endereçar o problema das classes sociais mais baixas, mas a gente não pode se desviar da prática de mercado, porque afinal das contas é o mercado que produz alimentos e energia”, disse Campos Neto. O governo brasileiro tem pensado em várias medidas para atenuar os preços dos combustíveis. O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto que impõe um teto na cobrança do ICMS e o governo estuda uma PEC para criação do “Pix caminhoneiro”ampliação do Auxílio Brasil e do vale-gás. 

Além disso, Bolsonaro tem trocado constantemente o comando da Petrobras reclamando dos reajustes nos preços de combustíveis. No domingo, o presidente disse que o novo presidente da empresa, Caio Paes de Andrade, chega alinhado ao governo e fará “radiografia” da estatal.

Alta nos juros

Campos Neto também comentou sobre a alta de juros que está acontecendo em nível global e ressaltou que o Brasil começou antes e está “muito perto de ter feito o trabalho todo”. Recentemente, o BC elevou a  taxa básica de juros, a Selic, pela 11ª vez seguida e chegou ao patamar de 13,25% ao ano.

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“O Brasil está muito perto de ter feito o trabalho todo, alguns outros países estão no meio do caminho, a gente vai ver ainda alguns países subindo bastante os juros e a gente tem que ver o que isso vai gerar em termos de economia mundial. Será que vamos ter recessão mundial? Qual o tipo de desaceleração?”, questionou.

O presidente do BC ressaltou que a autoridade monetária vai frear a inflação.

“É importante que o Brasil fez o processo antecipado. Acreditamos que nossa ferramenta é capaz de frear o processo inflacionário e vai frear o processo inflacionário e a gente acha que grande parte do trabalho já foi feito”, disse.

Sobre a atividade econômica, Campos Neto ressaltou que o Brasil é um dos poucos países que está tendo revisões para cima das expectativas de PIB. Na semana passada, o BC elevou sua projeção de 1% para 1,7% de crescimento este ano, apesar da expectativa de desaceleração no segundo semestre por conta dos efeitos da alta nos juros.

“A gente provavelmente terá um PIB forte no segundo trimestre. Obviamente em algum momento tudo que a gente está fazendo vai gerar desaceleração no segundo semestre, mas ainda assim, o crescimento é bastante maior no início do ciclo de ação”, apontou.

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ECONOMIA

Dia dos Pais deve incrementar em 18% as vendas no comércio da Capital

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Pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), através de seu núcleo de inteligência de mercado com 250 pessoas, no período de 18/07 a 22/07, mostra que 93,6% dos entrevistados pretendem ir às compras para presentear no Dia dos Pais, já 6,4% não pretendem, sendo o principal motivo a falta de recursos financeiros. Com essa perspectiva, a entidade estima que as vendas do período devem crescer 18%, na Capital, ante igual momento do ano passado.

Em relação ao presente que irão comprar, os principais são itens de: Vestuário e acessórios Masculino (moda): 38,2%, perfumes: 23,3%, calçados: 17%, alimentos e bebidas: 5,9%, joias/relógios: 4,9%, telefonia/smartphone: 2,4%, livros/livraria: 1,4%, artigos esportivos: 1,4%, outros: 3,5% e não sabe: 1,0%.

Já questionados sobre a quantidade de itens que irão comprar, os que responderam um presente foram 77,6%, dois presentes: 18%, três presentes: 3,6%, quatro presentes e acima: 0,8%, sendo que o valor do ticket médio, daqueles que pretendem gastar, ficou em R$ 267,45.

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“Diante disso, os dados da pesquisa apontam um crescimento nas vendas de 18,2%, quando comparado com 2021”, pontuou o superintendente da CDL Cuiabá e responsável pela pesquisa, Fábio Granja.

Sobre as formas de pagamento, 52,2% pretendem pagar à vista e 47,8% parcelado, utilizando como principais meios o cartão de crédito: 39,6%, dinheiro: 25,2%, cartão de débito: 22,8%, crediário: 7,6%, pix/transferência: 4,4% e outros: 0,8%.

LOCAL DE COMPRAS – Os locais de compras apontados como preferidos foram os shoppings centers: 35,6%, seguido de lojas no Centro da cidade: 31,8%, lojas próximas nos bairros onde mora: 15%, internet (sites on-line): 8,2%, vendedores avulsos: 6%, mídias sociais: 1,1% e outros: 2,3%.

A maioria disse também que irá presentear o pai: 64,4%, esposo: 16,4%, sogro: 6,5% e outros: 12,7% e que ainda não começou a pesquisar o presente: 62,9%, contra 30,6% que já está pensando no item que irá dar e 6,6% que já comprou o mimo.

Questionados sobre quando pretendem começar a pesquisar, 59,3% responderam que na véspera da data, 20,8% disseram que 15 dias antes, 15,6% no prazo de sete dias antes e 4,3% a partir de agora.

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Já sobre onde costuma fazer as pesquisas antes de comprar, 61,3% disseram que indo pessoalmente na loja, 15,3% em sites de buscas, 13,5% nas redes sociais, 8,8% sites e-commerce, 0,4% comparador de preços e 0,7% outros.

“O Dia dos Pais é uma das principais datas do varejo brasileiro, tão aguardada pelos lojistas, já faz com que o comércio de Cuiabá se encontre preparado para recepcionar os clientes. As variedades de presentes são extensas, assim como os canais, locais de compras e formas facilitadas de pagamentos. Esperamos movimentar bem a economia local para fortalecermos as empresas da Capital e, consequentemente, continuar gerando mais oportunidades de emprego e renda”, finalizou Granja.

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