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Banco Mundial empresta R$ 700 milhões para reformas no Rio de Janeiro

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Eduardo Paes, prefeito do Rio
Felipe Moreno

Eduardo Paes, prefeito do Rio

O Conselho Diretor do Banco Mundial aprovou, nesta sexta-feira (17), um empréstimo de US$135,2 milhões (R$ 700 milhões) para política de desenvolvimento para o ajuste sustentável do município do Rio. “O Rio de Janeiro está promovendo reformas fiscais desde 2021 e nós firmamos um compromisso para reequilibrar as contas dentro do escopo do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) do governo federal. O pacote de reforma fiscal apoiado pelo Banco Mundial permitirá ao município voltar a ter acesso às reformas para promover investimentos em prol dos objetivos ambientais, sociais e econômicos do Rio”, afirmou o prefeito Eduardo Paes.

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A cidade entrou em estresse fiscal antes da pandemia em razão do aumento nos gastos com pessoal, da estagnação de receitas e do elevado custo do serviço da dívida, mas a Covid-19 agravou o quadro das finanças públicas do município. Em 2020, assim como em todas as cidades do país, o Rio elevou as necessidades de gastos para enfrentar a pandemia, com incremento de R$ 850 milhões ao Orçamento da saúde. Esse aumento prejudicou a capacidade do Rio de investir em objetivos ambientais, sociais e econômicos. 

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O empréstimo de Política de Desenvolvimento vai apoiar a adesão do município ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal. Esse programa apoia os governos como os de municípios a restabelecerem a sustentabilidade fiscal. Para ajudar o Rio a alcançar essas metas fiscais, serão apoiadas medidas como:

  • adotar uma regra que dispare medidas de ajuste fiscal em caso de estresse fiscal;
  • simplificar o Imposto Sobre Serviços (ISS) e aprimorar a coleta de impostos de sonegadores;
  • e uma reforma legislativa para aumentar a parcela de contribuição dos servidores públicos para a previdência de 11% para 14%. 

Com as medidas, a expectativa é que o município possa seguir o caminho para o ajuste fiscal, controle o aumento recorrente de gastos e fortaleça as receitas fiscais.

“Estamos trabalhando junto ao município do Rio para apoiar os seus esforços de recuperação da pandemia de Covid-19, melhorar a sua sustentabilidade fiscal e apoiar ações climáticas para promover um desenvolvimento urbano resiliente, sustentável e inclusivo”, disse a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Paloma Anós Casero.

Para esse processo de transição para o desenvolvimento nesses moldes, será necessário adotar:

  • uma legislação rigorosa para melhorar o sistema do BRT de forma a atrair passageiros para o transporte público, incluindo ações para aumentar a segurança das mulheres;
  • medidas para ampliar a malha de ciclovias e tornar o ambiente urbano mais favorável para caminhadas e ciclismo;
  • aprovação de legislação que promova práticas de mitigação e adaptação climática (distrito de baixa emissão);
  • e adoção de um plano municipal de ação climática e desenvolvimento sustentável.

O empréstimo do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para o município do Rio é garantido pelo governo federal e tem prazo final de pagamento de 21,5 anos, com carência de um ano.

Uma segunda operação está planejada para aprofundar as reformas nas duas frentes: fiscal e verde.

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Brasil é 1º no ranking mundial de crescimento das compras online

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Com a pandemia e as lojas físicas fechadas, as vendas online cresceram significativamente em todos os países do mundo.

A grande surpresa, é que especialmente no Brasil, o aumento foi ainda mais significativo. O país que lidera o ranking de crescimento das vendas online, com 22,2% no ano de 2022, e um crescimento estimado de 20,73% ao ano, entre 2022 e 2025.

É o que revela um estudo divulgado pela CupomValido.com.br, plataforma de cupons de descontos online, com dados da Statista sobre as vendas no e-commerce.

De acordo com o estudo, o Brasil possui uma expectativa de crescimento quase duas vezes maior que a média mundial (11,35%), e acima até de países como o Japão (14,7%), o Estados Unidos (14,55%) e a França (11,68%).

Por que o e-commerce no Brasil cresce tanto?

Dois fatores foram cruciais para influenciar o forte crescimento das vendas online no Brasil.

A pandemia é um dos primeiros fatores, pois com as lojas físicas fechadas, fez com que diversos brasileiros passassem a realizar sua primeira compra online. Ao encontrar facilidade na compra, métodos de pagamento instantâneos (como o PIX), e entregas rápidas (diversas lojas com entregas em 1 dia útil), muitos deles se tornaram consumidores recorrentes.

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Um segundo fator, é que o índice de penetração de compras online, ainda é relativamente baixo no Brasil.

Segundo a pesquisa, no Reino Unido, 84% das pessoas realizaram pelo menos uma compra nos últimos 12 meses. Nos Estados Unidos e no Japão, em ambos os países a taxa foi de 77%. E na Alemanha, foi de 74%.

Como boa parte da população, principalmente destes países desenvolvidos, já realiza frequentemente compras online, a taxa de crescimento em potencial tende a ser menor nos próximos anos.

Em contrapartida, no caso do Brasil, apenas 49% da população realizou ao menos uma compra online no último ano. Isto explica o potencial significativo de crescimento que o Brasil ainda possui, ao comparar com os outros países.

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