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Clínica Femina pode ter que pagar indenização de R$ 1,7 mi, por violência obstétrica e negligência médica na hora do parto

Redação
Redação abr 03

Fui do céu ao inferno por conta de negligentes que atuam com falta de amor e respeito para com o ser humano.

Uma jovem, ex-futura mãe está acionando judicialmente duas entidades e dois médicos, por violência obstétrica. São eles, Dr. Salvino Teodoro Ribeiro, Dr. Marcelo Adriano Correa da Costa a clínica Femina – Hospital e Maternidade e o Plano de Saúde UNIMED CUIABÁ, estão sendo responsabilizados e processados por Tatiane Siqueira de Magalhães de 26 anos, que perdeu seu bebê e teve seu útero retirado por conta do trauma vivido. Ela acusa os médicos por violência obstétrica, negligência e danos morais por parte dos envolvidos. O caso ganhou repercussão em sua rede social depois que ela expôs os envolvidos na situação. Ela narra os momentos angustiantes que viveu na noite de 04 de agosto de 2021…

“Eu havia contado minha história para algumas pessoas próximas, outras viveram tudo isso comigo e algumas souberam apenas que perdi o bebê. Aqui está um resumo do pior dia da minha vida. No dia 4 de agosto era pra ser um dia de festa e se tornou pesadelo por causa de alguns médicos negligentes.3h da manhã saiu o tampão, esperei aumentar as contrações e 7:40h retornei para o hospital, sendo atendida pelo Dr. Marcelo Adriano, o qual vendo meu exame e o pedido da Dra Tatiane para me internar, me mandou embora, foi grosso dizendo que ele era médico e sabia ler um exame e não precisava de outra pessoa pra fazer isso. Pensei comigo vou pra casa e espero dar 13h que entra outro médico, pois fiquei com medo desse me operar. As 12:30h eu levantei do sofá e vi sangue descendo em grande quantidade, fui me trocar e desceu muito mais, corri para o hospital, no meio do caminho já estava pálida e com frio. Cheguei no hospital me colocaram na cadeira de rodas e minha barriga subiu com toda força, como se fosse um balão. O médico Dr. salvino fez o toque e falou que não estava na hora, nem me olhou direito, pois eu já estava branca. E nisso começou tudo, eu perdi todas as minhas forças, já não conseguia chorar, falar e nem gritar. Esperei de 13h até 15h e pouco pra fazer uma ultrassom. Quando fiz constataram que não tinha mais batimentos (quando cheguei no hospital, ele ainda mexia na minha barriga), com o resultado eu só chorava e vomitava. Me levaram de volta para sala de medicação, onde continuei tendo hemorragia intensa, estava tremendo de frio com 5 cobertas, minha pressão baixando cada vez mais, a última vez que ouvi já estava 7. Quando minha mãe parou do meu lado falei que aumentou a hemorragia, eu não tinha mais forças e sentia que não sairia dali. Ela correu chamando o médico e implorando pra salvar minha vida. Ele veio até a mim e assustou com minha cor, que já estava desde a hora que cheguei, mesmo assim queria induzir um parto normal, eu disse que não aguentava mais nada e minha mãe negou, ele disse para eu aguardar a médica que fez meu pré natal entrar no plantão ( detalhe ela entrava as 19h e eu estava sangrando desde 12h). Foi quando uma enfermeira me colocou na cadeira de rodas, correu comigo para a sala de cirurgia e chamaram outro médico que estava em seu consultório, Dr. Rafael Godoy, ele chegou se apresentou para mim, olhou minha ficha e disse que era emergência e precisava começar naquele momento, eu só ouvi, ela precisa de sangue, precisa tomar glicose pra subir pressão, com a pressão assim não pode tomar anestesia. E nisso eu desmaiei. Acordei no outro dia entubada, na UTI, todo mundo chorando, pois eu quase morri, o médico me olhou e disse você é um milagre e recebeu mais uma chance de viver, mas infelizmente teve duas perdas, seu bebê e seu útero, teve de ser retirado, pois se continuasse teria hemorragia até morrer. E fiquei na UTI uns dias sentido dor psicólogica e física, todo dia era luta pra achar minha veia, fui furada em todo lugar que imaginar, até no pescoço.Resumindo: Nesse dia perdi meu filho, meu útero, a chance de ter outro bebê, perdi o meu maior sonho e todos os planos da minha vida. E a única coisa que quero é justiça e que ninguém mais passe pelo que passei, pois a dor é inexplicável e dia após dia me lembro de tudo como revivesse tudo!

A ação está correndo pela 4ª Vara Cível de Várzea Grande e a juíza Silvia Renata Anffe Souza, já intimou o hospital e clínica Femina o plano de saúde Unimed Cuiabá e os médicos a se defenderem das acusações. A defesa da paciente pede condenação do hospital em R$ 1 milhão, da Unimed Cuiabá em R$ 300 mil, dos médicos Salvino Teodoro Ribeiro e Marcelo Adriano Correa da Costa em R$ 100 mil, cada, e ainda a Femina em mais R$ 200 mil pelos danos morais ao pai da criança. A ação é assinada pelo defensor público José Edir de Arruda Martins Junior.  Veja o processo no link a baixo…

http://www.tjmt.jus.br/intranet.arq/downloads/Imprensa/NoticiaImprensa/file/16%20-%20decis%C3%A3o%20prorroga%20quarentena%20em%20Cba%20e%20VG.pdf

Em entrevista ao SNN, Tatiane emocionada desabafa… “Não perdi só o filho. Perdi a possibilidade de ser mãe, sabe o que isso significa? Me sinto dilacerada, humilhada. O dom divino que nós mulheres temos de gerar outra vida, me foi arrancado. Espero que justiça seja feita e que ninguém passe o que eu tenho passado nesses últimos meses. Fui do céu ao inferno por conta de negligentes que atuam com falta de amor e respeito para com o ser humano.” Finalizou.

Por SaranNews

1 Comentários

  1. Avatar
    Karine Soares 3 de abril de 2022

    Sou paciente do Dr Marcelo..sempre fui mto bem atendida por ele, a mais de 15 anos.. meus sobrinhos hj c 12 anos nasceram c ele.. espero q tdo seja esclarecido neste fato lamentável..

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