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Torres será ouvido por comissão do Senado que investiga mortes no AM

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Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres
Valter Campanato/Agência Brasil – 20/12/2021

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres

Em reunião realizada nesta segunda-feira, a comissão externa formada no Senado para investigar as mortes do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira decidiu ouvir na próxima quarta-feira o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. Os senadores também ouvirão representantes da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), organização para a qual Pereira prestava consultoria ao ser assassinado em 5 de junho, no rio Itaquaí.

A oitiva com o ministro Anderson Torres está programada para ocorrer às 14 horas de quarta-feira, 22 de junho, enquanto a reunião com os indígenas está prevista para às 10 horas do mesmo dia. Ambas serão feitas em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos do Senado (CDH).

Sugerida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na semana passada, a diligência no Amazonas deve durar dois meses e terá como presidente o senador do Amapá, além do senador Fabiano Contarato (PT-ES) como vice-presidente e Nelsinho Trad (PSD-MS) como relator.

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Pedido de proteção

Composta por nove senadores — além dos três mencionados acima, integram o grupo Leila Barros (PDT-DF), Telmário Mota (Pros-RR), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Humberto Costa (PT-PE), Eduardo Velloso (União-AC) e Chico Rodrigues (União-RR) — a comissão também solicitou, em caráter de urgência, a proteção de agentes públicos que atuam na região onde Dom e Bruno foram mortos.

A previsão é de que a visita dos parlamentares à região do Vale do Javari ocorra na semana que vem. Segundo os senador Randolfe Rodrigues, a agenda no local poderá servir como subsídio para um eventual pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Os senadores também planjeam investigar o aumento de casos de violência na Amazônia.

“A ideia é ouvir todos os envolvidos nas mortes de Dom e Bruno não só para que haja a elucidação do caso, mas também para compreender a realidade da região, omissões na proteção dos defensores da Amazônia e ataques aos povos tradicionais da floresta”, disse Rodrigues.

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Mais de 60% não se lembram em quem votou para o Congresso

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Pesquisa do Datafolha mostra que seis a cada dez eleitores dizem não se lembrar do nome do deputado federal ou do senador que votaram em 2018. Os dados revelam ainda que, mesmo entre aqueles que afirmam se recordar do político escolhido, pouco mais de um terço declara não acompanhar o trabalho do eventual eleito na Câmara dos Deputados ou no Senado.

O Datafolha fez as perguntas a 2.556 eleitores de 183 municípios nos 27 e 28 de julho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os entrevistados, 64% disseram não se lembrar do nome do candidato a deputado federal escolhido há quatro anos.

O índice é similar aos que declararam não se recordar do nome do senador em quem votaram (65%).

Entre os que declararam aos entrevistadores se lembrar do voto, cerca de 15% afirmam que o escolhido acabou sendo eleito. Apesar disso, pouco mais de um terço desse contingente diz não acompanhar o trabalho desse parlamentar.

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A pesquisa mostrou que a avaliação do desempenho de deputados e senadores segue baixa mesmo após a recente aprovação do pacote de bondades eleitorais. A rejeição é de 39%, com apenas 12% de aprovação, um dos piores resultados da atual legislatura, iniciada em 2019.

Em relação à pesquisa anterior, de dezembro, houve uma oscilação positiva, no limite da margem de erro. Naquela época, o índice dos que classificavam o desempenho do Congresso como ruim ou péssimo era 41%; os que diziam ser ótimo ou bom somavam 10%.

A Câmara é comandada atualmente por Arthur Lira (PP-AL), líder do centrão, aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos principais condutores da aprovação das recentes medidas que resultaram em redução do preço dos combustíveis e ampliação do Auxílio Brasil, entre outros pontos.

Com o intuito de turbinar os benefícios em meio à corrida presidencial, os projetos atropelaram leis eleitorais e que tratam das contas públicas, além de prejudicar a arrecadação de estados.

O antecessor de Lira foi Rodrigo Maia (PSDB-RJ), que em 2019 e 2020 adotou uma linha de independência em relação a Bolsonaro.

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O Senado é presidido por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também tem uma linha de independência em relação ao governo. Seu antecessor foi Davi Alcolumbre (União-AP), cuja gestão foi próxima a Bolsonaro.

Se olhada mais a longo prazo, a rejeição ao trabalho do Congresso Nacional observou um leve recuo, de 44% em setembro do ano passado para 39% agora. A aprovação ficou praticamente similar. Era 13%, agora é 12%.

Os números do Datafolha mostram que os eleitores que declaram voto em Bolsonaro têm uma visão levemente mais positiva do trabalho do Congresso do que os que dizem optar por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os eleitores de Bolsonaro ou os que avaliam positivamente seu governo também são levemente mais altos os índices daqueles que dizem se recordar do congressista que escolheram em 2018. (Da Folha de S. Paulo)

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