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Inverno será marcado por chuvas abaixo da média no Sul e no Sudeste

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Termômetro SP 16ºC
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Termômetro SP 16ºC

O inverno começa na manhã desta terça-feira, e a mudança de estação ainda conta com a ação do fenômeno La Niña que deve persistir com tendência de potencializar as chuvas nas regiões Norte e Nordeste e ser um período menos chuvoso no Sul e no Sudeste. A previsão é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A meteorologista do Inmet, Andrea Ramos explica as características da estação e ainda pontua que com a redução das chuvas em grande parte do país nesta época do ano, há a diminuição da umidade relativa do ar, que consequentemente, favorece o aumento da incidência de queimadas e aumento de doenças respiratórias.

“As características desta estação é a diminuição de chuvas principalmente nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, além da incursão de massas de ar frio da Região Sul, causando geadas no Sul, Sudeste e sul do Mato Grosso do Sul, eventuais quedas de neve nas áreas Serranas no Sul, além de fenômenos de friagem no sul da Amazônia (sul do Pará, Amazonas, Rondônia e Acre). É importante também ressaltar a questão da umidade, que diminui, principalmente na parte central do país, (chegando a valores abaixo de 15%) favorecendo o aumento da incidência de queimadas e doenças respiratórias”, explica Andrea.

Além disso, durante a estação, em função das inversões térmicas no período da manhã, são comuns as formações de nevoeiros e/ou névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, impactando especialmente em estradas e aeroportos.

De acordo com o Climatempo, o inverno promete diversas frentes frias avançando pela costa do Sul e Sudeste do Brasil. A previsão é de que uma onda de frio passe pelo país na virada entre os meses de junho e julho. Outras duas ondas de frio devem avançar sobre o país ao longo do mês de julho: a primeira ainda dentro da primeira quinzena de julho e a segunda no final do mês.

O mês de agosto, ainda há expectativa de pelo menos uma massa de ar frio de origem polar com forte intensidade, suficiente para provocar condições para geada na Região Sul e até em áreas do Sudeste.

Como será o Inverno no Brasil

Sudeste

Julho e agosto serão predominantes de dias secos e ensolarados. As médias de precipitação são baixas ao longo da estação em toda o sudeste, especialmente no norte de Minas Gerais. Deste modo, a previsão do Inmet para o inverno na Região Sudeste indica que as chuvas devem permanecer “próximas ou ligeiramente abaixo da média”, porém não se descarta a ocorrência de chuvas próximas ao litoral, devido a passagem de frentes frias. As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região, sem descartar a possibilidade de queda na temperatura média do ar devido à entrada de massas de ar frio, podendo ocorrer formação de geadas em regiões de altitude elevada.

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Norte

Para a região Norte, a previsão é de maior probabilidade que as chuvas ocorram acima da média climatológica, principalmente sobre a faixa norte da região, segundo o Inmet. Em áreas do sul do Pará e do Tocantins, existem uma tendência de chuvas próximas e abaixo da média.

“No Norte, as chuvas ficaram acima da média mais ao norte da região e no sul do Pará e Tocantins, as chuvas ficam abaixo da média. No sul da Amazônia (principalmente em julho a setembro), temperaturas elevadas e diminuição de chuvas, favorecem a incidência de queimadas e ocorrência de eventuais episódios de friagens nesta região, devido à passagem de massas de ar frio mais continentais”, ressalta a meteorologista.

A temperatura nos próximos meses deverá permanecer acima da média em grande parte da região. A falta de chuvas no sul da Amazônia, muito comuns nos meses de julho a setembro, aliadas a alta temperatura e baixa umidade relativa do ar, não descartam a ocorrência de eventuais episódios de friagens nesta região, devido à passagem de massas de ar frio mais continentais.

Nordeste

Em função dos impactos da La Niña e também do padrão de águas mais aquecidas próximo à costa, a previsão é de chuvas acima da média histórica para toda a faixa próxima ao litoral nordestino. No oeste da Bahia e no sul do Piauí e do Maranhão, as chuvas poderão ser próximas da média, sendo que estas áreas já se encontram em seu período menos chuvoso.

Em relação a temperatura, a previsão indica que neste inverno haverá o predomínio de temperaturas próximas e acima da média em grande parte da região.

Centro-Oeste

A previsão do Inmet indica alta probabilidade de chuvas dentro e abaixo da faixa climatológica em grande parte da região, exceto em áreas pontuais no sudoeste do Mato Grosso do Sul e noroeste do Mato Grosso, onde as chuvas poderão ser um pouco acima da média.

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“No Centro-Oeste e também no Sudeste, principalmente em Minas Gerais, há diminuição da umidade, favorecendo a ocorrência de queimadas e devido a incursão de massas de ar frio, geadas na Serra da Mantiqueira (entre SP e MG), além do declínio de temperaturas no MS e MT. Em relação as chuvas, a tendência é ficar dentro do esperado em relação a climatologia”, pontua Andrea.

As temperaturas deverão permanecer acima da média, devido a permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Em algumas localidades do leste do Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso, as temperaturas poderão ser abaixo de seus valores climatológicos, devido à passagem de algumas massas de ar frio mais continentais.

Sul

No Sul, devido a influência do La Niña , as chuvas ficarão abaixo da média em grande parte da região e na parte oeste da região e extremo sul do RS, as chuvas poderão ficar acima da climatologia. As temperaturas, devido a incursão de massas de ar polar, tendem há um declínio das temperaturas, com possibilidade de geadas, principalmente nas regiões de maior altitude.

Efeitos do La Niña

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o evento climático La Niña – caracterizado pelo resfriamento em grande escala da água superficial do oceano Pacífico Equatorial central e leste, juntamente com mudanças na circulação atmosférica tropical, que altera o padrão de ventos, pressão e precipitação – deve continuar possivelmente até o início do verão de 2022 (dezembro) e este fenômeno afeta os padrões de temperatura e precipitação e aumenta secas e inundações em diferentes partes do mundo. O evento começou a partir de setembro de 2020 e fortaleceu em março deste ano e persistirá ao longo do inverno.

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Mais de 60% não se lembram em quem votou para o Congresso

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Pesquisa do Datafolha mostra que seis a cada dez eleitores dizem não se lembrar do nome do deputado federal ou do senador que votaram em 2018. Os dados revelam ainda que, mesmo entre aqueles que afirmam se recordar do político escolhido, pouco mais de um terço declara não acompanhar o trabalho do eventual eleito na Câmara dos Deputados ou no Senado.

O Datafolha fez as perguntas a 2.556 eleitores de 183 municípios nos 27 e 28 de julho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Entre os entrevistados, 64% disseram não se lembrar do nome do candidato a deputado federal escolhido há quatro anos.

O índice é similar aos que declararam não se recordar do nome do senador em quem votaram (65%).

Entre os que declararam aos entrevistadores se lembrar do voto, cerca de 15% afirmam que o escolhido acabou sendo eleito. Apesar disso, pouco mais de um terço desse contingente diz não acompanhar o trabalho desse parlamentar.

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A pesquisa mostrou que a avaliação do desempenho de deputados e senadores segue baixa mesmo após a recente aprovação do pacote de bondades eleitorais. A rejeição é de 39%, com apenas 12% de aprovação, um dos piores resultados da atual legislatura, iniciada em 2019.

Em relação à pesquisa anterior, de dezembro, houve uma oscilação positiva, no limite da margem de erro. Naquela época, o índice dos que classificavam o desempenho do Congresso como ruim ou péssimo era 41%; os que diziam ser ótimo ou bom somavam 10%.

A Câmara é comandada atualmente por Arthur Lira (PP-AL), líder do centrão, aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e um dos principais condutores da aprovação das recentes medidas que resultaram em redução do preço dos combustíveis e ampliação do Auxílio Brasil, entre outros pontos.

Com o intuito de turbinar os benefícios em meio à corrida presidencial, os projetos atropelaram leis eleitorais e que tratam das contas públicas, além de prejudicar a arrecadação de estados.

O antecessor de Lira foi Rodrigo Maia (PSDB-RJ), que em 2019 e 2020 adotou uma linha de independência em relação a Bolsonaro.

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O Senado é presidido por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que também tem uma linha de independência em relação ao governo. Seu antecessor foi Davi Alcolumbre (União-AP), cuja gestão foi próxima a Bolsonaro.

Se olhada mais a longo prazo, a rejeição ao trabalho do Congresso Nacional observou um leve recuo, de 44% em setembro do ano passado para 39% agora. A aprovação ficou praticamente similar. Era 13%, agora é 12%.

Os números do Datafolha mostram que os eleitores que declaram voto em Bolsonaro têm uma visão levemente mais positiva do trabalho do Congresso do que os que dizem optar por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os eleitores de Bolsonaro ou os que avaliam positivamente seu governo também são levemente mais altos os índices daqueles que dizem se recordar do congressista que escolheram em 2018. (Da Folha de S. Paulo)

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