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Servidores do Mapa, da Bolívia e do Paraguai participam da semana de exercício simulado

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Como identificar os sinais de uma doença já erradicada no Estado há 26 anos? Como combater um vírus que é um dos principais inimigos da cadeia da bovinocultura e suinocultura do país? São a essas perguntas que o Exercício Simulado de Emergências Zoosanitárias, promovido pelo Indea/MT e pelo Ministério da Agricultura no município de Juscimeira (160 km de Cuiabá), busca responder.

De 30 de julho a 5 de agosto, autoridades de defesa agropecuária e médicos veterinários dos 26 estados da federação e do Distrito Federal, além da Bolívia e do Paraguai, se reúnem para oficinas de controle de trânsito, vigilância, eliminação de foco, epidemiologia, biossegurança, comunicação e preparo de mostras.

Nesta segunda-feira (1º) será realizado o caso fictício de febre aftosa, no qual as equipes terão que atender conforme o plano de contingência atualizado em 2020. Os agentes realizaram as investigações, fazem buscas por animais doentes nas propriedades e montarão barreiras sanitárias para conter a saída de animais infectados até a completa eliminação do foco e reestabelecimento da condição sanitária.

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Na abertura do evento, a presidente do Indea, Emanuele Almeida, destacou a importância do fortalecimento do serviço veterinário oficial de Mato Grosso, e para que as equipes realizem na prática ações de urgência, a fim de evitar a disseminação de doenças, não só como a febre aftosa, mas a influenza aviária ou a peste suína clássica ou africana.

“Tendo em vista o plano estratégico de Mato Grosso, do qual Indea faz parte, é de suma importância que as autoridades que estão aqui nos observando presenciem o efetivo trabalho de fortalecimento que vem sendo realizado em todo Estado, nos preparando para alcançar a condição de livre de febre aftosa sem vacinação, para quando formos pleitear a certificação de zona livre de febre aftosa sem vacinação”.

O superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Mato Grosso (Mapa), José Guaresqui, destaca que já viu rebanhos sendo dizimados no Espírito Santo, estado natal ele, com a febre aftosa e decadência dos produtores com rebanhos mortos pela doença.

Depois da vacinação contra o vírus e a eliminação no país, a economia da bovinocultura aumentou. O país tem um rebanho de 225 milhões de cabeças e Mato Grosso é o maior produtor com mais de 32 milhões de animais.

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“Mesmo com várias áreas indo para grãos, a pecuária de corte tem uma importância econômica forte em Mato Grosso. Com a retirada da vacina, as exportações devem aumentar, atender novos mercados emergentes”.

Na América do Sul e Caribe, apenas a Venezuela não tem status de zona livre de febre aftosa. Contudo, o risco do vírus entrar no Brasil, proveniente do país vizinho tem risco mínimo, pois a região de fronteira é cercada por região de floresta, o que dificulta o transporte de gado daquele país para cá.

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Circuito Aprosoja reúne produtores em Alta Floresta e debate endividamento, FETAB e desafios do agro em MT

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A manhã desta segunda-feira (18) foi marcada pela realização do 20º Circuito Aprosoja, em Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso. O encontro reuniu produtores rurais, empresários e lideranças do setor na sede do SIMENORTE, Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso.


Representando a Aprosoja-MT, o vice-presidente Luiz Pedro Bier fez um balanço dos últimos anos de atuação da entidade e destacou os principais desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense. Entre os temas abordados estiveram o endividamento dos produtores, insegurança jurídica no campo, ameaças de invasão de terras, instabilidades climáticas, restrições ao crédito rural, regularização ambiental, logística e a cobrança do FETAB.


Durante a apresentação, Bier afirmou que o setor produtivo tem enfrentado uma combinação de fatores que pressionam diretamente a atividade no campo. Segundo ele, a queda no preço da soja, o aumento dos custos de produção, os juros elevados, a seca em algumas regiões e o excesso de chuvas em outras criaram um cenário de forte preocupação para os produtores.

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O vice-presidente também destacou a atuação da Aprosoja em pautas como a regularização do CAR, a defesa da propriedade privada, o enfrentamento à moratória da soja e o diálogo com instituições financeiras em busca de alternativas para o endividamento rural.


Outro ponto de destaque foi o FETAB. Bier afirmou que a entidade, junto com outras organizações do setor produtivo, tem trabalhado para evitar novos aumentos e buscar alívio ao produtor rural. Segundo ele, os congelamentos recentes e a possível não reedição do chamado FETAB 2 podem representar uma economia expressiva para o setor.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, também participou do encontro e falou sobre o impacto do FETAB no bolso do produtor, reforçando a cobrança por medidas que aliviem a carga sobre quem produz em Mato Grosso.

O evento também contou com palestra do professor HOC, que abordou temas ligados à geopolítica e seus reflexos no agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de instabilidade econômica, disputas comerciais e mudanças no cenário internacional.


O Circuito Aprosoja em Alta Floresta reforçou a importância do debate regionalizado, ouvindo produtores e levando informações sobre as ações da entidade em defesa do setor produtivo mato-grossense.

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