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Especializado no tema, o palestrante conversou com o público da Parecis SuperAgro nesta terça (29) em Campo Novo do Parecis

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A inovação não ocorre “do dia para a noite”. As tecnologias – no agro e fora dele – vêm sendo desenvolvidas em todo o mundo há muitos anos e, atualmente, há uma avalanche de soluções e plataformas que começam a fazer parte do nosso dia a dia. Muitas pessoas têm dúvidas sobre o impacto das novas tecnologias na vida cotidiana, na educação e no mercado de trabalho.

 

Esse foi o tema debatido por Arthur Igreja, autor e estudioso de Inovação, na tarde de quarta na Parecis SuperAgro. “Para reduzir o temor de tantas novidades em tecnologia, o que mais ajuda é se ambientar, é ‘brincar’ com o que está aí e perceber sua utilidade. As pessoas precisam entender que as coisas estão mudando e que isso será bom. Estamos conseguindo resolver mais coisas, sermos mais produtivos, fazendo mais negócios, melhorando o relacionamento com os clientes”, enfatizou o palestrante.

 

Arthur Igreja se tornou uma das principais vozes no Brasil sobre inovação e tecnologia e sua palestra na Parecis SuperAgro foi oferecida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). A feira agrícola ocorre em Campo Novo do Parecis até esta sexta-feira (31).

 

Para ele, não é mais possível pensar em uma vida sem tecnologia. Mas o palestrante refuta o argumento de que mais tecnologia trará desemprego, por exemplo. “Não há uma correlação na História entre o surgimento de tecnologia e amplo crescimento de desemprego. Pelo contrário, o que vemos é uma série de novas oportunidades aparecendo. Pode parecer que profissões desaparecem, mas muitas são atualizadas por novas ferramentas”, explica.

 

Igreja reforça que tecnologia, para ser incorporada na vida cotidiana, tem que facilitar o dia a dia. “É o que está acontecendo com a inteligência artificial: as pessoas começaram a usar e perceberam que não conseguem mais se imaginar trabalhando sem isso. Quando isso acontece é porque a inovação veio para ficar, como aconteceu com os smartphones”, revela.

 

Ao contrário do metaverso, que, segundo ele, pode levar cinco ou dez anos ainda para se popularizar. “Ainda há um longo caminho para que o metaverso se torne algo mais acessível”.

 

Quando se fala em inteligência artificial, surge o debate de como as ferramentas serão utilizadas de forma consciente, especialmente por estudantes. Para Arthur Igreja, é preciso incorporá-la na educação. “Há vários lugares em que a IA está sendo proibida e isso não resolve nada. Se você está educando e preparando a pessoa para o mercado de trabalho, por exemplo, tem que saber que ela vai encontrar um mercado que está usando muito isso. Então, é preciso saber como usá-la a favor, e não em substituição a um ser humano”, explica.

 

Dando uma volta pela Parecis SuperAgro, montada no Parque de Exposições Odenir Ortolan, o palestrante ficou impressionado com as inovações apresentadas pelos expositores. “Um monte de coisas que há cinco anos eram promessas agora são tecnologias que os produtores conseguem contratar e utilizar muito rapidamente. É muito interessante ver que o agro tem esse senso de ecossistema, que as tecnologias se complementam”, disse.

 

A Parecis SuperAgro é realizada pelo Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e está em sua 14ª edição. Para conferir a programação na íntegra, clique https://bit.ly/psaprogramacao. 

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AGRO & NEGÓCIOS

Circuito Aprosoja reúne produtores em Alta Floresta e debate endividamento, FETAB e desafios do agro em MT

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A manhã desta segunda-feira (18) foi marcada pela realização do 20º Circuito Aprosoja, em Alta Floresta, no extremo norte de Mato Grosso. O encontro reuniu produtores rurais, empresários e lideranças do setor na sede do SIMENORTE, Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso.


Representando a Aprosoja-MT, o vice-presidente Luiz Pedro Bier fez um balanço dos últimos anos de atuação da entidade e destacou os principais desafios enfrentados pela agricultura mato-grossense. Entre os temas abordados estiveram o endividamento dos produtores, insegurança jurídica no campo, ameaças de invasão de terras, instabilidades climáticas, restrições ao crédito rural, regularização ambiental, logística e a cobrança do FETAB.


Durante a apresentação, Bier afirmou que o setor produtivo tem enfrentado uma combinação de fatores que pressionam diretamente a atividade no campo. Segundo ele, a queda no preço da soja, o aumento dos custos de produção, os juros elevados, a seca em algumas regiões e o excesso de chuvas em outras criaram um cenário de forte preocupação para os produtores.

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O vice-presidente também destacou a atuação da Aprosoja em pautas como a regularização do CAR, a defesa da propriedade privada, o enfrentamento à moratória da soja e o diálogo com instituições financeiras em busca de alternativas para o endividamento rural.


Outro ponto de destaque foi o FETAB. Bier afirmou que a entidade, junto com outras organizações do setor produtivo, tem trabalhado para evitar novos aumentos e buscar alívio ao produtor rural. Segundo ele, os congelamentos recentes e a possível não reedição do chamado FETAB 2 podem representar uma economia expressiva para o setor.

O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan, também participou do encontro e falou sobre o impacto do FETAB no bolso do produtor, reforçando a cobrança por medidas que aliviem a carga sobre quem produz em Mato Grosso.

O evento também contou com palestra do professor HOC, que abordou temas ligados à geopolítica e seus reflexos no agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de instabilidade econômica, disputas comerciais e mudanças no cenário internacional.


O Circuito Aprosoja em Alta Floresta reforçou a importância do debate regionalizado, ouvindo produtores e levando informações sobre as ações da entidade em defesa do setor produtivo mato-grossense.

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